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Frente Parlamentar Agropecuária publica carta pedindo R$ 20 bilhões em crédito no Plano Safra

Programa serve para fomentar o agronegócio, ajudando a financiar os investimentos no campo; grupo se reuniu na Agrishow
Frente Parlamentar Agropecuária publica carta pedindo
Programa serve para fomentar o agronegócio, ajudando a financiar os investimentos no campo; grupo se reuniu na Agrishow

Programa serve para fomentar o agronegócio, ajudando a financiar os investimentos no campo; grupo se reuniu na Agrishow

A Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) reuniu senadores, deputados e representantes do setor durante a Agri Show para fechar uma carta de reivindicações ao governo federal com pedidos para o Plano Safra 2024-2025. O documento, articulado por integrantes de diversas regiões produtivas e por entidades como a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), pede principalmente reforço de recursos para equalização de juros e ampliação de programas de apoio ao agronegócio.

Carta ao governo e pedidos financeiros

O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania), vice‑presidente da FPA, informou que a principal solicitação é a destinação de R$ 20 bilhões para equalização de juros. Segundo ele, esse montante beneficiaria linhas como o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), o Moderfrota — voltado à aquisição de equipamentos agrícolas — e programas de irrigação e investimentos. Jardim argumentou que, embora o valor pareça expressivo, corresponde a uma fatia pequena diante do total estimado a ser mobilizado pelo Plano Safra, de cerca de R$ 860 bilhões: “É quase como um fermento que se põe na massa de pão para que ele possa crescer”, afirmou.

Seguro rural e cobertura prevista

A carta também solicita R$ 2,5 bilhões para o seguro rural, visando manter a cobertura observada na última safra. Atualmente, o orçamento previsto para essa finalidade seria de R$ 1 bilhão, valor que, na avaliação dos parlamentares, não seria suficiente para proteger a área estimada de plantio — que pode atingir 89 milhões de hectares na próxima safra. O seguro rural em discussão atenderia aproximadamente 10 milhões de hectares, segundo os cálculos apresentados durante o encontro.

Biocombustíveis e inovações energéticas

Além das demandas financeiras, o encontro destacou propostas legislativas sobre combustíveis sustentáveis. Jardim, relator do projeto na Câmara, explicou que a proposta prevê aumento progressivo da mistura de etanol na gasolina — que hoje é de 10% — para algo entre 30% e 35% no próximo ano, e elevação do percentual de biodiesel de 14% para 15% a partir de 1º de março, com previsão de aumento futuro. O avanço dessas misturas deve elevar a demanda por soja e outros grãos.

O projeto também prevê o uso de biometano — produzido a partir de resíduos de confinamentos e subprodutos sucroenergéticos — como fonte de energia renovável, e introduz a previsão de combustível sustentável para aviação, que incluiria derivados biocombustíveis para reduzir emissões no setor aéreo. Parlamentares e representantes do agronegócio defendem que a região produtora pode ampliar seu papel energético ao mesmo tempo em que preserva sua vocação na produção de alimentos e proteínas.

O texto final da carta atrásra será entregue ao governo federal nas próximas semanas, com a expectativa de influenciar as negociações em torno do Plano Safra 2024-2025.

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