Itens como o feijão, linguiça e carne estão, em média, 7% mais caros; donos de restaurantes têm aumentado seus custos
A feijoada, prato típico brasileiro, está com seus ingredientes principais até 7% mais caros em Ribeirão Preto, afetando diretamente quem a prepara e vende.
Aumento de Preços e o Impacto em Cozinheiras
Gislane de Freitas, cozinheira que antes preparava feijoadas para vender, relata que o aumento significativo no preço do feijão, da linguiça e da carne tornou a atividade inviável. O custo dos ingredientes subiu tanto que, atualmente, ela só prepara a feijoada para consumo próprio da família. Mesmo em pequenas quantidades, para 10 pessoas, a qualidade do prato ainda é mantida, mas a venda se tornou economicamente insustentável.
O Impacto no Varejo e na Gastronomia
O impacto da alta de preços é sentido em toda a cadeia produtiva. De acordo com o IBGE, o preço do feijão preto aumentou 7,6%, o da linguiça calabresa 3%, e o da carne suína 6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O quilo da carne seca também sofreu um aumento de 2%. Restaurantes especializados em feijoada, como o que prepara 2 mil marmitas mensalmente em Ribeirão Preto, sentem o peso do aumento, mas optam por absorver os custos para não repassar aos clientes. Antônio Carlos, empresário do ramo, destaca a importância da gestão eficiente de compras para minimizar o impacto nos preços finais.
Leia também
Adaptando-se à Nova Realidade
O aumento de preços impacta não só quem vende, mas também quem compra. Muitas pessoas preferem comprar feijoada pronta para controlar melhor a quantidade e o custo. Outras, no entanto, não abrem mão dos ingredientes de qualidade e estão dispostas a pagar mais caro. A dica para economizar é fazer apenas a quantidade necessária para o consumo, adaptando o preparo e buscando alternativas para manter o sabor sem comprometer o orçamento. A feijoada, prato apreciado por muitos, continua sendo uma paixão nacional, mas exige mais planejamento e cuidado na hora de prepará-la ou comprá-la.



