Recorrência de queimadas nas redondezas, somado a fumaça vinda da Amazônia contribuem para piora da saúde das vias aéreas
As queimadas na região de Ribeirão Preto têm prejudicado severamente a qualidade do ar e o meio ambiente, causando danos à flora, fauna e saúde humana. A fumaça, visível em toda a região, inclusive proveniente de incêndios na Amazônia, agrava a situação.
Ar Poluído e Consequências para a Saúde
A fumaça intensa resultante das queimadas tem deixado o céu de Ribeirão Preto com tons escuros, especialmente próximo à cidade. O pneumologista Luiz Renato Alves destaca os riscos à saúde, recomendando o uso de máscaras em áreas com muita fumaça para evitar a inalação de partículas nocivas. Ele também aconselha a hidratação e a limpeza das mucosas nasais para minimizar os efeitos da poluição. A Cetesb registrou a qualidade do ar em alerta vermelho, indicando níveis muito ruins de poluição.
Aumento das Queimadas e Condições Climáticas
A combinação de tempo seco e aumento das queimadas, inclusive em áreas como Nova Ribeirão, Sertãozinho e Pontal, tem agravado a situação. Um canavial na Rodovia Armando de Sales Oliveira e outro na estrada vicinal Liliane Tenuto Rossi pegaram fogo, contribuindo para a densa cortina de fumaça. O biólogo Fábio Nascimento explica que a seca extrema na Amazônia e o aumento das queimadas na região estão intensificando o problema, com a fumaça sendo carregada para o Sudeste.
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Previsões e Recomendações
A situação é considerada crítica, com previsão de piora. A umidade do ar está baixa, com apenas 15 dias de boa umidade registrados em janeiro. A recomendação principal é manter-se hidratado e atento aos níveis de poluição. A esperança é que o período de chuvas previsto para os próximos meses alivie a situação e minimize os impactos negativos à saúde e ao meio ambiente.



