Estagiário, motorista e encanador eram responsáveis por medir buracos tapados por empresa terceirizada pela autarquia
Funcionários da EEP prestam depoimentos à CPI sobre tapa-buracos
Medições sem acompanhamento técnico
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga o superfaturamento no serviço de tapa-buracos em Ribeirão Preto ouviu ontem três funcionários do Departamento de Água e Esgoto (DAE): um estagiário, um motorista e um encanador. Eles confirmaram que eram responsáveis por medir os buracos reparados pela empresa terceirizada Mataraia Engenharia, sem o acompanhamento de nenhum engenheiro. Walter Vinicius, estagiário na época, relatou que recebia ordens de Edmillson Capstrano, chefe da fiscalização, para realizar as medições. Daniel Lousada, motorista, e Alexandre Aleixo, encanador, confirmaram a prática, afirmando que muitas vezes atuavam como fiscais, sem receber qualquer adicional salarial.
Prejuízo aos cofres públicos?
A ausência de acompanhamento técnico nas medições levanta preocupações sobre a possibilidade de superfaturamento. Segundo o presidente da CPI, Paulo Modas, há indícios de que a empresa recebia por um serviço até três vezes maior do que o executado. Um perito constatou pagamentos de 292% a mais do que o serviço realizado. Loimar Reck Pais, engenheiro civil, reforça a importância do acompanhamento profissional para garantir a qualidade do serviço e evitar prejuízos aos cofres públicos.
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Próximos passos da investigação
A CPI pretende ouvir outros servidores do DAE e os responsáveis pela Mataraia Engenharia para esclarecer completamente os fatos. A investigação busca apurar se houve irregularidades e definir responsabilidades pelo possível superfaturamento no serviço de tapa-buracos.



