Quase um mês após o temporal que atingiu Ribeirão Preto em 24 de julho, moradores ainda convivem com galhos e troncos espalhados por ruas da cidade. Os materiais permanecem sobre calçadas, vias e até em áreas próximas a casas e escolas.
Além de prejudicar a circulação de pedestres e veículos, moradores relatam preocupação com a segurança e com a possibilidade de incêndios e aparecimento de animais. A Prefeitura afirma que mais de 30 caminhões e 300 pessoas estão trabalhando na limpeza dos estragos.
Problemas nas ruas
Na região da Avenida Santa Luzia com a Visconde de Abaeté, moradores relatam acúmulo de árvores, galhos e entulhos. Segundo uma moradora, o material compromete a circulação de veículos e pedestres e dificulta o acesso de famílias e funcionários.
A preocupação também envolve a segurança na região, onde há escolas, hospitais e clínicas. Uma das unidades é um berçário que atende crianças pequenas, e os funcionários temem os riscos provocados pelo acúmulo de materiais no entorno.
Na zona norte, a Avenida Lafaete Costa também ainda tem galhos e troncos sobre a via. Na rua Rio Verde, uma árvore que foi podada continua com parte dos galhos e troncos sobre a calçada e a rua, prejudicando a passagem de pedestres.
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Risco de incêndio
Segundo um comerciante da região da rua Rio Verde, o acúmulo dos galhos também causa preocupação com a possibilidade de alguém colocar fogo no material. O temor é que as chamas atinjam casas e empresas próximas.
O morador também relata que os galhos já começaram a acumular lixo. Segundo ele, a calçada está totalmente ocupada pelo material e parte da rua também foi tomada, dificultando a circulação em uma via com fluxo de veículos.
Moradores pedem o recolhimento dos galhos e troncos para que as áreas possam voltar a ser utilizadas normalmente e para evitar novos problemas provocados pelo acúmulo do material.
Limpeza da cidade
Segundo o secretário de Obras, Infraestrutura e Zeladoria de Ribeirão Preto, Júlio Caliento, a Prefeitura conta atualmente com mais de 30 caminhões e mais de 300 pessoas trabalhando na limpeza da cidade, incluindo o recolhimento de galhos e serviços de corte e poda.
De acordo com o secretário, inicialmente foram priorizadas avenidas, entradas de hospitais e escolas e regiões centrais com maior circulação. Agora, o trabalho está concentrado também nas ruas dos bairros e no recolhimento do material acumulado.
A Prefeitura estima que cerca de duas mil árvores tenham caído durante o temporal. O secretário afirmou que não é possível estabelecer um prazo para concluir a limpeza, mas garantiu que todos os pontos serão atendidos. A previsão informada à reportagem é de que a situação da escola na região da Avenida Santa Luzia seja normalizada até esta sexta-feira, com o recolhimento dos galhos e troncos.



