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Geada dos últimos dias pode fazer o café ficar mais caro

Queda de temperatura no fim de semana afetou cerca de dois mil produtores da região de Franca
Geada café mais caro
Queda de temperatura no fim de semana afetou cerca de dois mil produtores da região de Franca

Queda de temperatura no fim de semana afetou cerca de dois mil produtores da região de Franca

A forte geada que atingiu a região de Franca, em São Paulo, deixou um rastro de destruição nas plantações de café, com os pés apresentando sinais de queimaduras. Quase todos os 2400 associados da cooperativa de café local foram afetados, e técnicos já estão avaliando os prejuízos causados pela queda brusca de temperatura no último fim de semana.

Queda Brusca de Temperatura e Impacto nas Lavouras

Os termômetros registraram uma queda drástica, passando de 11 para menos de 3 graus em apenas 7 horas. Em Jeriquara, a situação foi ainda mais crítica. Em uma fazenda onde a colheita havia sido realizada há apenas 15 dias, o gerente João Artires já prevê perdas significativas. “A gente vai ver se isso aqui vai causar um dano econômico mesmo daqui a uns 5 dias ainda. Para saber se eu vou cortar, o que eu vou fazer? Se eu vou esqueletar, aí a gente vai ver como é que vai ser atrásra para a frente. Mas com relação a safra do ano que vem praticamente perdemos”, lamenta Artires.

Avaliação dos Danos e Relatório Técnico

Uma equipe de 16 agrônomos está percorrendo as áreas de café em 10 municípios de São Paulo e 3 de Minas Gerais. O trabalho consiste em documentar os estragos, com fotografias, para a elaboração de um relatório que deverá ser concluído em até 30 dias. A severidade da geada, não vista há mais de 20 anos na região, concentrou-se nas áreas mais baixas, intensificando os danos nas copas das árvores.

Impacto no Mercado e Previsões

Atualmente, a saca de café é vendida a R$ 520. Fabrício Andriã Davi, coordenador da Coca-pack, explica que o preço deve subir. “Para o consumidor ainda é cedo para falar se vai ser mais caro ou não, mas para o produtor com certeza ele vai ter um menor ganho por ter uma menor produtividade para a próxima safra. Se tem menos café no mercado, por ser uma commodity, o preço vai ser maior”, afirma.

O cenário aponta para desafios no curto prazo para os produtores, que precisarão lidar com a recuperação das lavouras e a incerteza em relação à próxima safra.

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