A partir de atrásra, quem pagar o valor mínimo terá dívida menor no mês seguinte
A partir de abril, o governo implementará mudanças nas regras de pagamento de juros do cartão de crédito, afetando principalmente quem não consegue quitar a fatura integralmente e recorre ao crédito rotativo.
Juros exorbitantes no rotativo
A mudança se justifica pela disparidade entre as taxas de juros cobradas. Em 2022, o rotativo atingiu a marca histórica de 484,6% ao ano, enquanto o parcelamento ficou em 153,8%. O rotativo é utilizado quando o consumidor paga apenas uma parte da fatura, rolando o restante para o mês seguinte com juros elevados.
Depoimentos e impactos
Ricardo Belgamo, por exemplo, relata sua experiência negativa com os juros do rotativo, descrevendo como dívidas cresceram exponencialmente devido à capitalização de juros. A dificuldade em controlar os gastos e a alta das parcelas resultaram em uma situação financeira delicada. A nova regra permitirá o parcelamento da dívida pendente com juros menores, mas apenas por um mês.
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Recomendações para evitar problemas
O economista e professor Donizete Trídico alerta para a importância de evitar o pagamento mínimo e aconselha a quitação integral da fatura sempre que possível. Ele também recomenda buscar empréstimos em outras instituições financeiras caso seja necessário parcelar uma dívida, em vez de utilizar o parcelamento oferecido pelo próprio cartão de crédito, que costuma ter juros muito mais altos. O controle dos gastos e o uso consciente do cartão são fundamentais para evitar problemas financeiros. Para aqueles que conseguem controlar seus gastos, o cartão pode ser um aliado, mas a atenção com as taxas de juros, mesmo com as novas medidas, continua sendo essencial.



