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Governo Federal aprova índice e os medicamentos ficarão 4,43% mais caros no Brasil

Gastos com saúde de pessoas mais idosas pode tomar até 70% do orçamento das famílias; professora da USP, Julieta Ueta, comenta
Governo Federal aprova índice e os
Gastos com saúde de pessoas mais idosas pode tomar até 70% do orçamento das famílias; professora da USP, Julieta Ueta, comenta

Gastos com saúde de pessoas mais idosas pode tomar até 70% do orçamento das famílias; professora da USP, Julieta Ueta, comenta

O governo federal aprovou um reajuste de 4,43% nos preços dos medicamentos, que passa a vigorar em 1º de abril. O anúncio provocou movimento antecipado de compras em diversas redes de farmácia — inclusive em Ribeirão Preto — onde estabelecimentos chegaram a afixar cartazes com promoções para vender produtos antes do aumento.

Impacto nas famílias e mecanismo do reajuste

Dados do IBGE indicam que as famílias brasileiras destinam até 5,9% do orçamento a medicamentos e outros gastos com saúde; entre pessoas idosas, essa parcela pode chegar a 70% do orçamento. O reajuste anual é debatido pela Câmara responsável pela política de preços e estabelece um percentual máximo permitido — referido como PMC (preço máximo ao consumidor). Segundo especialistas, o índice de 4,43% representa esse teto, pensado para evitar aumentos fora do parâmetro definido.

Orientações sobre compra e armazenamento

Em entrevista, a professora de farmácia da USP Julieta Uita alertou que a decisão de estocar medicamentos deve ser tomada com cautela. “É preciso sempre tomar muito cuidado”, disse, ressaltando que o local de armazenamento deve ser seco e não quente, longe do alcance de crianças. Uita recomendou estocar apenas medicamentos de uso contínuo e quando houver vantagem clara; medicamentos de uso eventual não devem ser guardados por prevenção sem indicação médica.

Riscos de falta de remédios e cuidados médicos

A professora também afirmou que compras antecipadas, por si só, não costumam provocar desabastecimento quando o reajuste é parte da rotina anual. O problema maior ocorre em situações de surto, como na pandemia de Covid-19, quando a demanda súbita levou a estoques excessivos. No atual contexto de epidemia de dengue em várias cidades, Uita enfatiza a importância de procurar orientação médica antes de usar medicamentos guardados em casa, sobretudo para idosos e pessoas em uso de outras medicações, devido ao risco de interações e condutas inadequadas.

Além do reajuste federal, impostos e taxas estaduais podem alterar o preço final dos produtos; em São Paulo, entretanto, a professora afirmou que a taxa estadual deverá se manter, sem influência imediata no reajuste anunciado.

Especialistas recomendam verificar datas de validade, manter remédios em condições adequadas e seguir receitas médicas para evitar desperdício, riscos à saúde e eventual pressão sobre o abastecimento.

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