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Governo Federal autoriza importação do feijão para combater alta no preço

Nos últimos doze meses, alimento ficou 41,62% mais caro; produto tem sido considerado um dos vilões da inflação
importação do feijão
Nos últimos doze meses, alimento ficou 41,62% mais caro; produto tem sido considerado um dos vilões da inflação

Nos últimos doze meses, alimento ficou 41,62% mais caro; produto tem sido considerado um dos vilões da inflação

O preço do feijão tem impactado o bolso dos brasileiros, com aumentos significativos nos supermercados. Em alguns casos, a alta chega a quase 45% em um ano, e o feijão carioquinha, um dos preferidos, viu seu preço disparar em até 117%. O quilo de algumas variedades, como o feijão bolinha, já é encontrado por cerca de 18 reais.

As Razões por Trás da Alta

A justificativa mais comum para o aumento é o clima desfavorável, mas essa não é a única causa. José Carlos Lima Jr., colunista de agronegócio da CBN, aponta que outros fatores contribuem para a elevação dos preços. Ele destaca que, embora o clima possa afetar algumas commodities como o milho, outros produtos, como o leite, também tiveram aumentos expressivos, mesmo sem relação direta com questões climáticas. Lima Jr. sugere que a especulação do mercado e os custos de produção também influenciam os preços finais.

O Impacto no Consumidor e nos Comerciantes

Para o consumidor, manter o feijão na lista de compras tem se tornado um desafio. Muitos relatam surpresa ao encontrar preços cada vez mais altos nos supermercados. Para comerciantes como Marília Rocha, dona de uma marmitaria em Ribeirão Preto, a situação é ainda mais delicada. Ela enfrenta dificuldades para manter o preço das marmitas e em breve precisará repassar o aumento aos clientes. Marília relata que o feijão, um item essencial na culinária brasileira, teve um aumento drástico, passando de R$3,89 para R$11 ou R$12 o pacote. Para compensar, ela tem sido obrigada a diminuir a qualidade de outros produtos, como a carne.

Medidas Governamentais e Perspectivas Futuras

O governo federal, buscando conter a alta dos preços, liberou a importação de feijão de países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Bolívia. Além disso, estuda a possibilidade de importar de países como México e China. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, atribui o aumento às condições climáticas adversas. O economista José Rita Moreira avalia a medida como válida, desde que seja uma solução de curto prazo, para não prejudicar o produtor nacional. A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o aumento da produção, o preço do feijão volte a se estabilizar.

Diante desse cenário, consumidores e comerciantes buscam alternativas para lidar com o aumento do preço do feijão, enquanto aguardam medidas que possam estabilizar o mercado e garantir o acesso a esse alimento essencial.

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