Confira a análise econômica com Nelson Rocha Augusto na coluna ‘CBN Economia’
O governo federal enfrenta grandes desafios na elaboração do orçamento de 2022, agravados por atrasos na votação de emendas e reformas. Enquanto o ministro Paulo Guedes lida com essa complexa situação, estados e municípios demonstram maior tranquilidade orçamentária.
Desafios do Governo Federal
O governo federal tem acumulado decisões politicamente e economicamente questionáveis. A PEC dos precatórios, por exemplo, abriu um “furo no teto de gastos”, aumentando os gastos públicos e gerando instabilidade econômica. A alta dívida pública (80% do PIB) acentua a incerteza, elevando a inflação, as taxas de juros e o risco econômico. A votação dessa medida pelo Senado, prevista para o dia 30, manterá o clima de tensão em dezembro.
Tranquilidade nos Estados e Municípios
Em contraponto à situação federal, estados e municípios apresentam maior estabilidade orçamentária. A maioria dessas entidades implementou reformas administrativas e previdenciárias, controlando gastos durante a pandemia e a crise econômica. A Lei de Responsabilidades Fiscais também contribui para essa situação, impedindo a expansão de gastos sem o devido planejamento. Espera-se que, em média, os estados e municípios apresentem superávit em 2022.
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Gestão Fiscal Responsável
A principal razão para a diferença entre a situação federal e a dos estados e municípios reside na gestão fiscal responsável. Ao contrário do governo federal, estados e municípios adotaram medidas de contenção de gastos, priorizando o equilíbrio orçamentário. Essa postura permite investimentos em infraestrutura e melhorias para a população, como se observa em cidades como Verão Preto. Apesar de algumas exceções, como Rio de Janeiro e Porto Alegre, a perspectiva para 2022 é positiva, graças à adoção de práticas fiscais mais sólidas.