O aumento no preço do petróleo causado pelos conflitos no Oriente Médio já impacta combustíveis e insumos, mas ainda não tem refletido de forma significativa nos alimentos. Apesar da inflação pressionada, produtos importantes seguem em queda no atacado, o que ajuda a conter os preços nas prateleiras.
Itens como café, trigo, arroz, açúcar e etanol registram redução em relação ao ano passado, favorecidos por fatores como início de safra, maior oferta e valorização do real frente ao dólar. Por outro lado, altas pontuais, como no feijão e em hortifrutis, estão ligadas a questões climáticas e de produção, e não diretamente à guerra.
A análise também aponta indícios de oportunismo em reajustes de combustíveis, especialmente na cadeia de distribuição. Caso o cenário internacional persista, os custos de produção agrícola podem subir a partir do segundo semestre, com possível impacto nos alimentos no fim do ano.
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