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Henrique Prata comenta sobre o déficit estrutural na saúde da região de Barretos: ‘não é responsabilidade nossa’

Presidente de administradora dos hospitais faz apelo por ajuda; em nota, o Estado não se responsabiliza pela abertura de leitos
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Presidente de administradora dos hospitais faz apelo por ajuda; em nota, o Estado não se responsabiliza pela abertura de leitos

Presidente de administradora dos hospitais faz apelo por ajuda; em nota, o Estado não se responsabiliza pela abertura de leitos

Bebedouro enfrenta grave crise na saúde com mortes por falta de leitos de UTI

Casos recentes e a falta de estrutura

A cidade de Bebedouro registrou mais uma morte por Covid-19 devido à falta de vagas em UTI. A vítima, Vanda Lúcia Pereira, de 71 anos, faleceu após ficar em um setor de “gripário” no Hospital Julia Pinto Caldeira, sem acesso a uma UTI. Outro caso semelhante envolve Agnaldo Prete, de 50 anos, que permanece entubado na UPA aguardando transferência para uma UTI. Leandro Nishida também enfrentou situação crítica, ficando entubado na UPA por cinco dias até conseguir uma vaga em UTI, mas não resistiu à gravidade da doença.

Responsabilidades e recursos

A Secretaria de Saúde de Bebedouro afirma que a oferta de vagas de UTI é de responsabilidade do governo do estado, através do sistema Cross. A prefeitura, por sua vez, é responsável pelo acolhimento dos pacientes na UPA e no hospital municipal até a liberação de vagas. Para melhorar o atendimento, a prefeitura adquiriu nove respiradores e equipamentos de suporte ventilatório. O gripário do Hospital Julia Pinto Caldeira atende em média 150 pessoas por dia, demonstrando a alta demanda.

A busca por soluções e os desafios financeiros

A situação de Bebedouro reflete a realidade de outras cidades, como Barretos, que também enfrenta limite na estrutura de saúde. A Fundação Pio XII, responsável por hospitais em Barretos e Bebedouro, anunciou a abertura de 30 novos leitos de UTI Covid, mas também alertou para o possível fechamento de outros 60 leitos em Barretos devido a dificuldades financeiras. O presidente da Fundação, Henrique Prata, destacou o déficit operacional acumulado no atendimento Covid-19, chegando a mais de 24 milhões de reais. Ele ressaltou a falta de apoio do estado e município, afirmando que a Fundação está improvisando e realizando investimentos sem o devido suporte governamental. A situação demonstra a necessidade de um investimento conjunto entre estado e município para garantir a saúde da população, evitando mais mortes por falta de estrutura adequada.

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