O homem acusado de matar a ex-mulher com seis tiros em Barrinha será julgado pelo Tribunal do Júri. A decisão foi tomada pela Justiça cerca de três meses depois do crime, ocorrido em 2 de maio. A vítima, Fabiana Serda Batista, tinha 42 anos e, segundo a investigação, já havia sido ameaçada e agredida pelo ex-marido e possuía uma medida protetiva contra ele.
Paulo Henrique Batista foi preso logo depois do crime e permanece detido. Segundo a investigação, ele teria saído de Itaú de Minas, em Minas Gerais, e ido até Barrinha para encontrar Fabiana. Ele teria esperado a ex-mulher passar por uma avenida e efetuado os disparos. A vítima morreu no local.
Medida protetiva
Fabiana havia se separado de Paulo Henrique depois de anos de relacionamento e se mudado para Barrinha para ficar perto da irmã. Segundo familiares, ela já era alvo de ameaças e agressões e tinha uma medida protetiva que proibia o acusado de se aproximar dela.
Após os disparos, testemunhas impediram a fuga de Paulo Henrique e o seguraram até a chegada da polícia. Em audiência realizada no Fórum de Sertãozinho, a Justiça decidiu que o caso será levado ao Tribunal do Júri.
O acusado responde por feminicídio com qualificadoras. Entre os pontos apresentados pela acusação estão o descumprimento da medida protetiva, a falta de possibilidade de defesa da vítima e a motivação relacionada à não aceitação do fim do relacionamento.
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Investigação
Durante a investigação, a polícia encontrou no celular de Paulo Henrique um áudio enviado a um advogado antes do crime. Na gravação, ele fala sobre a possibilidade de ser preso caso procurasse a ex-mulher e pede o contato de um advogado criminal.
A investigação também apontou indícios de que o crime teria sido premeditado. Segundo a polícia, Paulo Henrique deixou roupas em um motel onde havia passado antes de seguir para Barrinha. Ele teria ficado esperando Fabiana sair de um estabelecimento para então efetuar os disparos.
A família acompanhou a audiência. Lorena Freitas de Jesus, irmã de Fabiana, afirmou que a filha da vítima preferiu prestar depoimento sem ficar frente a frente com o pai. Lorena, por outro lado, disse que decidiu vê-lo e pretende encará-lo durante o julgamento.
Tribunal do Júri
A defesa de Paulo Henrique informou que ele é réu confesso e não vai contestar a decisão que determinou o julgamento pelo Tribunal do Júri. Os advogados, porém, devem questionar algumas das qualificadoras apontadas pela acusação durante o julgamento.
A data do júri ainda não foi definida, mas a expectativa é de que ele aconteça ainda neste ano. O processo tramita na Justiça de Sertãozinho.



