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Homem acusado de matar mulher em Barrinha passa por audiência de custódia nesta segunda

Vítima de 27 anos tinha medida protetiva contra o suspeito, mas retirou o pedido meses antes do crime em Barrinha
Barrinha
Carolina Lisboa da Cruz vítima de feminicídio em Barrinha (SP) — Foto: Redes sociais

O homem acusado de matar a companheira em Barrinha, na região de Ribeirão Preto, passa por audiência de custódia nesta segunda-feira (11). O crime aconteceu na manhã de sábado (10), no imóvel onde funcionava o bar do suspeito, identificado como Anderson Vieira Bastos, de 37 anos.

A vítima, Carolina Lisboa da Cruz, de 27 anos, foi encontrada morta no local. Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado como feminicídio após a constatação de lesões na cabeça da mulher e do histórico de violência doméstica envolvendo o casal. O crime ocorreu enquanto moradores da cidade realizavam um protesto contra outro feminicídio registrado na semana passada.

Medida protetiva

De acordo com a delegada Giovana Escudelari, Carolina havia registrado pelo menos dois boletins de ocorrência por agressão em janeiro deste ano e chegou a conseguir uma medida protetiva contra Anderson. No entanto, ela decidiu revogar a proteção em abril.

Segundo a investigação, o suspeito já havia descumprido a medida protetiva anteriormente, o que motivou um pedido de prisão preventiva feito pela polícia. O pedido, porém, foi negado pela Justiça.

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Vizinhos relataram ter ouvido uma discussão entre o casal por volta das 9h30 e 10h da manhã de sábado. Já perto do meio-dia, Anderson saiu pedindo ajuda e afirmou que Carolina teria caído e batido a cabeça no chão. Aos policiais, ele negou o crime, mas não explicou a demora para acionar o socorro.

Histórico

Uma amiga da vítima, Vitória Mendes Pavão, afirmou que Carolina sofria agressões e ameaças constantes durante o relacionamento. Segundo ela, o suspeito teria pressionado a companheira para retirar a medida protetiva.

A delegada responsável pelo caso destacou que, quando a vítima pede formalmente a revogação da medida, a polícia tem poucas possibilidades de impedir o cancelamento da proteção judicial.

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Barrinha registrou dois casos de feminicídio em apenas uma semana. No sábado anterior, a costureira Fabiana Cristina Lacerda Batista foi morta pelo ex-marido. Com os dois casos, a cidade passa a figurar entre os municípios paulistas com maior número de feminicídios em 2026.

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