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Homem é investigado por filmar vizinha durante banho em condomínio de Jaboticabal

Suspeito foi flagrado por outro morador gravando a vítima pela janela do banheiro; celular foi apreendido para perícia
homem
Reprodução/Redes Sociais

Um homem foi preso e passou a ser investigado após ser flagrado filmando uma vizinha enquanto ela tomava banho em um condomínio de Jaboticabal. O caso veio à tona depois que outro morador registrou o momento em que o suspeito utilizava um celular para gravar pelo vão da janela do banheiro da vítima.

A gravação feita pela testemunha foi entregue à moradora, que procurou a síndica do condomínio e teve acesso às imagens das câmeras de segurança. Segundo ela, os registros reforçaram as evidências da prática. O caso foi apresentado à Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar os fatos.

Flagrante

De acordo com a vítima, ela só descobriu que estava sendo filmada após ser procurada pelo vizinho que presenciou a situação. A partir da denúncia, buscou imagens do sistema de monitoramento do condomínio para confirmar o ocorrido.

A mulher afirmou que mal conhecia o suspeito e que quase não tinha contato com ele nas áreas comuns do prédio. Além da invasão de privacidade, ela relatou preocupação sobre há quanto tempo a prática poderia estar acontecendo e qual seria o destino das imagens gravadas.

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O flagrante mostra o homem utilizando um celular para registrar a moradora pela janela do banheiro. Há suspeitas de que os conteúdos pudessem ser compartilhados em redes sociais, hipótese que será investigada pela polícia.

Homem é investigado por filmar vizinha durante banho em condomínio de Jaboticabal
Fabiano Minato/EPTV

Investigação

O suspeito foi ouvido pela Polícia Civil de Ribeirão Preto junto com a vítima. Segundo o delegado responsável pelo caso, ele admitiu ter apagado os arquivos do celular, mas negou ter compartilhado as imagens com outras pessoas.

O aparelho foi apreendido e será submetido à perícia técnica. A expectativa é que a análise identifique se houve gravação, exclusão de arquivos e eventual compartilhamento do material. A investigação busca esclarecer a extensão da conduta e verificar se existem outros registros produzidos pelo suspeito.

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Medidas

O homem responderá por registro não autorizado da intimidade sexual, crime cuja pena prevista é de seis meses a um ano de prisão.

Apesar da prisão inicial, ele foi liberado após prestar depoimento e responderá ao inquérito em liberdade. A Polícia Civil também informou que solicitará uma medida protetiva para impedir a aproximação do investigado da vítima, já que ambos residem no mesmo condomínio. Segundo o delegado, a mulher está abalada emocionalmente e teme possíveis represálias em razão da denúncia.


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