Desde maio, frutas, verduras e legumes ficaram em média 3,1% mais baratos
Os preços de diversos alimentos básicos apresentaram recuo em maio, conforme apontou uma pesquisa de índice de preços. Produtos comercializados no atacado registraram uma queda média de 3,1% em relação a abril.
Queda nos Preços de Hortifrutis e Pescados
De acordo com a central de abastecimento do estado de São Paulo, os hortifrutis e os pescados foram os produtos que apresentaram as maiores reduções de preço. No segmento de frutas, a queda média foi de 6,53%, com destaque para o mamão formosa, que teve uma redução de 37,8%. Nas verduras, a diminuição do consumo, influenciada pela leve queda nas temperaturas, também contribuiu para a baixa nos preços.
Impacto no Varejo e Perspectivas Futuras
No comércio de hortifruti, a queda de preços também foi sentida pelos consumidores. Um empresário do setor, Fábio Oliveira dos Reis, relatou que o mamão, que antes custava entre R$3,49 e R$4,00, atrásra é comercializado a R$1,99. A laranja, que custava em torno de R$2,49, atrásra pode ser encontrada por R$1,49. O tomate rasteiro também tem apresentado boa saída, sendo vendido a R$3,49. No entanto, o período de chuvas preocupa, pois pode influenciar no preço do tomate, que pode voltar a subir.
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Análise Econômica e Tendências de Mercado
O economista José Rita Moreira confirmou a queda nos preços, atribuindo-a à necessidade de adequação do mercado à realidade econômica do país. David Limizar, da CGSP, explicou que a continuidade das chuvas fortes nas regiões produtoras pode afetar a qualidade da produção, diminuir a oferta e, consequentemente, aumentar os preços. Apesar da queda recente, o aumento acumulado nos últimos 12 meses ainda supera os 29%. No entanto, a expectativa geral é favorável, com a tendência de que os preços continuem a diminuir nos próximos meses, impulsionada por políticas agrícolas e programas de safra que beneficiam os produtores.
Os pescados também ficaram mais baratos, com uma queda média de 1,21%. Entre as principais baixas, destacam-se a tainha (18,2%), o robalo (18,1%) e a pescada (14,4%).
A expectativa é de que a combinação de fatores como políticas agrícolas favoráveis e adequação do mercado continue a influenciar os preços dos alimentos, proporcionando alívio no bolso do consumidor.



