Quem analisa os impactos econômicos é Nelson Rocha Augusto na coluna ‘CBN Economia’
Queda na atividade comercial brasileira
Dados do IBGE apontam retração de 3% na atividade comercial brasileira em atrássto, em comparação com julho. Esse resultado foi inferior às expectativas dos analistas, que previam uma queda entre 1,5% e 2%. Segundo Nelson Rocha, essa queda acentuada se deve principalmente à alta inflação, que compromete o poder de compra da população. Os itens que mais sofreram redução nas vendas foram combustíveis (fortemente impactados pelo aumento de preços), material de construção e itens de supermercado.
Mudança nos hábitos de consumo
A análise sugere uma mudança no padrão de consumo, com as pessoas priorizando serviços em detrimento de bens. Com o orçamento doméstico mais apertado, os gastos com lazer e serviços pessoais (como cabeleireiro) têm prioridade sobre compras de bens duráveis ou de supermercado. Essa mudança de comportamento, mais do que uma desaceleração da economia, reflete uma readequação do consumo diante da inflação e da situação econômica.
Recuperação econômica americana e seus impactos globais
Por outro lado, a recuperação econômica americana mostra-se robusta, com indicadores de emprego positivos. O avanço da vacinação e a retomada do mercado de trabalho nos EUA impulsionam a atividade econômica, influenciando positivamente o crescimento global. Essa recuperação, inclusive, contribui para a alta dos preços do petróleo, em função do aumento da demanda.
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Em resumo, enquanto o Brasil enfrenta desafios relacionados à inflação e à mudança nos hábitos de consumo, a recuperação econômica americana sinaliza um cenário mais otimista para a economia global. A interdependência entre as economias mundial e a influência dos fatores internos e externos na dinâmica econômica são evidentes.



