A icterícia neonatal, caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos, é comum nos primeiros dias de vida e pode atingir até 60% dos bebês nascidos a termo e 80% dos prematuros. A condição ocorre devido ao acúmulo de bilirrubina no organismo, substância produzida pela quebra dos glóbulos vermelhos, que o fígado ainda imaturo do recém-nascido não consegue metabolizar completamente.
Na maioria dos casos, a icterícia é considerada fisiológica e desaparece espontaneamente em uma ou duas semanas, conforme o fígado do bebê amadurece. No entanto, níveis muito elevados de bilirrubina podem ser tóxicos e atingir o sistema nervoso central, causando complicações graves, embora raras. Entre as causas adicionais estão incompatibilidade sanguínea entre mãe e bebê e a chamada icterícia associada ao aleitamento materno, que geralmente não apresenta riscos.
Apenas de 10% a 15% dos recém-nascidos precisam de tratamento, sendo a fototerapia, o chamado “banho de luz”, o mais comum. Práticas antigas, como banho de sol ou uso de ervas, não são recomendadas. O acompanhamento pediátrico é essencial para avaliar cada caso e evitar complicações. Ouça o áudio completo da coluna Filhos e Cia para mais detalhes.