Suspeito deixou a servidora entrar em sua casa para fazer a inspeção; Polícia de Matão foi acionada
Uma agente de vigilância epidemiológica de 20 anos prestadora de serviços para a Prefeitura de Matão acionou a Polícia Militar após ser assediada por um morador de 67 anos enquanto vistoriava uma residência em busca de focos do mosquito Aedes aegypti. O episódio ocorreu na tarde da última quinta-feira no bairro Jardim Murumbi.
O caso
Segundo a Polícia Militar, a funcionária entrou na casa do idoso para verificar possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue. Durante o atendimento, o morador permitiu a entrada, mas passou a importuná-la sexualmente: tentou agarrá-la e forçar um beijo. A vítima conseguiu se desvencilhar, correu até a rua e pediu ajuda a uma colega de 39 anos que realizava outras vistorias no local.
Atuação da polícia e tramitação
A Polícia Militar foi acionada e compareceu ao endereço, mas não foi possível colher a versão do agressor porque ele se encontrava bastante embriagado. O caso foi encaminhado à Polícia Civil e registrado como importunação sexual. Ninguém foi preso no local; segundo as autoridades, o suspeito deverá responder criminalmente enquanto a investigação prossegue.
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Repercussão e contexto
Profissionais e comentaristas que repercutiram o caso manifestaram indignação pelo ataque e estranharam a ausência de prisão, citando episódios na região de Ribeirão Preto em que prisões foram efetuadas por importunação em situações menos agressivas. O episódio também reacende debate sobre a vulnerabilidade de agentes que realizam visitas domiciliares para controle de vetores, muitas vezes sozinhos.
A Polícia Civil dará seguimento às apurações para esclarecer os fatos e definir eventuais medidas judiciais.



