O verão, com altas temperaturas e maior exposição do corpo, costuma reacender dúvidas sobre procedimentos estéticos, especialmente o implante de silicone, uma das cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil. Entre os questionamentos mais comuns está a possibilidade de a prótese sair do lugar ou mudar de formato ao longo dos anos.
Segundo o cirurgião plástico Jorge Seba, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o deslocamento ou a rotação da prótese não é frequente em termos estatísticos, mas vem sendo observado com mais regularidade devido ao alto número de procedimentos realizados no país.
Deslocamento
De acordo com o especialista, o problema pode surgir principalmente com o envelhecimento do implante, já que, com o passar do tempo, a prótese perde parte da aderência natural ao tecido.
Mudanças corporais bruscas também estão entre os fatores de risco, como perda rápida de peso, situação que tem se tornado mais comum com o uso de medicamentos para emagrecimento, além de gestação e amamentação, períodos em que as mamas sofrem variações significativas de volume.
Sinais
A rotação da prótese costuma ser percebida facilmente pela paciente. Entre os sinais mais comuns estão a assimetria entre as mamas, alteração no formato e aspecto mais achatado em um dos lados.
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Em alguns casos, também pode haver dor ou desconforto, já que a prótese passa a se apoiar em áreas da musculatura do tórax onde não deveria, gerando incômodo.
Tratamento
Na maioria das situações, o tratamento indicado é uma nova cirurgia, com reposicionamento e, geralmente, troca da prótese por um modelo mais moderno, com maior aderência.
Há exceções, como casos raros em que o deslocamento ocorre após um trauma, com formação de líquido ao redor do implante. Nessas situações específicas, pode ser possível resolver o problema sem cirurgia, por meio de punção e drenagem, mas isso representa uma pequena parcela dos casos, como indicou o médico.
Acompanhamento
O cirurgião reforça a importância do acompanhamento periódico após a cirurgia plástica, mesmo muitos anos depois do implante.
Consultas regulares ajudam a identificar alterações precocemente, reduzir a ansiedade da paciente e, quando necessário, orientar exames de imagem, como ultrassonografia ou ressonância magnética, para confirmar o diagnóstico e definir o melhor tratamento.
Brasil líder
O Brasil é um dos líderes mundiais em cirurgias de implante mamário, com mais de 200 mil procedimentos realizados por ano. A mamoplastia de aumento é a cirurgia estética mais comum no país, que também lidera o ranking global de implantes em mulheres jovens.



