Valor foi alcançado 25 dias antes do que em 2017; população sente no bolso as altas nos produtos
A carga tributária brasileira tem aumentado ano após ano, impactando diretamente o bolso do cidadão. Este aumento é perceptível em diversas áreas, como supermercados, combustíveis, água e energia elétrica. O Impostômetro, ferramenta criada em 2010, acompanha a evolução dessa carga tributária, mostrando quantos dias de trabalho são necessários para pagar impostos. Em 2010, eram 148 dias; em 2017, esse número saltou para 153 dias.
Mais de cinco meses de trabalho para pagar impostos
A realidade é que mais de cinco meses de trabalho são dedicados exclusivamente ao pagamento de impostos, destinados à manutenção da máquina pública. Apesar do cenário preocupante, Dorival Balbino, presidente da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto, destaca um aspecto positivo: a alta arrecadação indica um tímido, porém existente, reaquecimento da economia. Em 2017, a arrecadação superou 1,8 bilhão, atingindo a meta 25 dias antes do ano anterior, com baixa inflação.
Preocupação com a gestão pública
Apesar do crescimento econômico refletido na arrecadação, uma grande preocupação persiste: a situação financeira dos governos. Mesmo com maior arrecadação, a maioria permanece endividada, demonstrando problemas de gestão pública. Balbino alerta que, enquanto a máquina pública continuar inchada e sem cortes de custos e benefícios, a alta arrecadação não se traduzirá em investimentos. A solução, segundo ele, passa pela redução de custos e pela gestão eficiente dos recursos públicos.
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A necessidade de redução da carga tributária
O aumento da atividade econômica abre espaço para a redução da carga tributária, gerando um círculo virtuoso: maior atividade econômica, mais empregos e, consequentemente, mais arrecadação. Para que isso aconteça, no entanto, o governo precisa cumprir sua parte, enxugando a máquina pública e reduzindo custos. Somente com essa ação, será possível reduzir a carga tributária e, ao mesmo tempo, aumentar a arrecadação. Atualmente, o Impostômetro nacional registra 1,8 trilhões de reais, com Ribeirão Preto contribuindo com 762 milhões, Sertãozinho com 751 milhões, Jaboticabal com 527 milhões, Bebedouro com 357 milhões e Franca com 150 milhões de reais.



