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Impostos começam a crescer em Ribeirão antes do previsto

Economista Fred Guimarães falou com a CBN Ribeirão
Impostos Ribeirão
Economista Fred Guimarães falou com a CBN Ribeirão

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Um crescimento tributário tem sido observado não apenas em Ribeirão Preto, mas em todo o Brasil, impulsionado pela expansão da economia. O aumento da população e do número de empresas contribui diretamente para este cenário, com mais empresas pagando contribuições sociais e impostos, e um número crescente de trabalhadores contribuindo para o INSS.

O Aquecimento da Economia e a Arrecadação

O aumento no número de automóveis licenciados, que pagam IPVA, também é um fator relevante. Além disso, a tabela do imposto de renda, que é reajustada em um percentual menor do que a inflação, e os salários, que são reajustados com ganho real acima da inflação, indicam um aquecimento da economia. Idealmente, esse aumento na arrecadação deveria ser revertido em benefícios para a população, com investimentos em infraestrutura e áreas cruciais para o desenvolvimento socioeconômico, como educação e saúde.

Desafios na Aplicação dos Recursos

Contudo, observa-se que as rubricas de gastos que mais crescem são as de salários e INSS, além do pagamento de juros da dívida. O aumento da taxa Selic eleva o custo do capital, e o governo, ao emitir títulos públicos para remunerar bancos e investidores estrangeiros, pode, no futuro, significar uma tributação ainda maior para a população.

A Distribuição dos Tributos e o Impacto no Cotidiano

A distribuição dos tributos é feita entre a federação, estados e municípios, abrangendo cerca de 90 tributos, entre taxas, impostos e contribuições. No entanto, muitos recursos já estão comprometidos, o que limita o investimento em melhorias na infraestrutura das cidades. Um exemplo disso são os buracos nas ruas, que causam problemas nos automóveis e geram despesas adicionais para a população. A carga tributária embutida em produtos como panetones, perus e nozes, que pode chegar a quase 50% dependendo do produto, ilustra o peso dos tributos no dia a dia do consumidor. A população de baixa renda, por sua vez, contribui com um percentual maior de sua renda em relação às classes mais altas, gerando uma distorção.

Embora a cobrança de impostos seja necessária, é fundamental que os recursos sejam aplicados de forma eficiente e transparente, priorizando as necessidades da população e promovendo um desenvolvimento socioeconômico mais justo e equilibrado.

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