Em Ribeirão Preto, segundo a Serasa, são mais de 280 mil pessoas nesta condição; economista Pedro Nascimento analisa
A inadimplência no Brasil preocupa. Dados da Confederação Nacional do Comércio mostram que, em outubro, o percentual de famílias de baixa e média renda com contas atrasadas subiu de 30% para 30,3%, representando um aumento significativo em todo o país.
Inadimplência em Ribeirão Preto
Em Ribeirão Preto, a situação é igualmente alarmante. Segundo a Serasa, até setembro, 280.645 pessoas estavam inadimplentes, em uma cidade com cerca de 700 mil habitantes. As principais dívidas concentram-se em cartão de crédito, contas de água e energia elétrica, e empréstimos consignados.
Análise Econômica
O economista Pedro Nascimento, professor da USP de Ribeirão Preto, explica que o aumento da inadimplência, mesmo com a recuperação econômica e geração de empregos, se deve ao comportamento do consumidor. Após um período de restrição de gastos, a retomada econômica impulsiona compras represadas, agravado pelas altas taxas de juros. Tomar empréstimos para pagar contas essenciais cria um ciclo vicioso que leva ao endividamento crescente.
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Orientações Financeiras
Para quem está inadimplente, a principal recomendação é renegociar dívidas, principalmente as de cartão de crédito e cheque especial, que possuem taxas de juros elevadas. A troca por dívidas com juros menores é uma alternativa. É fundamental rever o orçamento doméstico, identificando gastos supérfluos para cortar despesas e ajustar o planejamento financeiro. O economista destaca a importância da negociação com bancos, lembrando que a alta inadimplência também afeta as instituições financeiras, aumentando o poder de negociação do consumidor.



