CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Inadimplência cresce um ponto percentual no acumulado do ano

Número é reflexo do esfriamento da economia brasileiro; setor do varejo foi o mais afetado
Inadimplência cresce
Número é reflexo do esfriamento da economia brasileiro; setor do varejo foi o mais afetado

Número é reflexo do esfriamento da economia brasileiro; setor do varejo foi o mais afetado

A retração econômica tem impactado diretamente a capacidade dos consumidores de quitar suas dívidas. Um levantamento recente do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) aponta que o setor varejista foi o mais afetado, com uma queda de 13,8% no pagamento de contas em atraso, comparando o período de janeiro a julho deste ano com o mesmo período do ano anterior.

O Comportamento do Consumidor em Crise

O economista Flávio Calife, do SCPC, analisa o comportamento do consumidor, que demonstra dificuldades persistentes em honrar seus compromissos financeiros. Observa-se uma estabilização nas novas dívidas não pagas, indicando que os consumidores estão evitando contrair novos débitos. Paralelamente, há uma leve diminuição nos pagamentos de dívidas já existentes. Essa tendência sugere um consumidor mais cauteloso, que evita o crédito e, consequentemente, novas dívidas, mas que também enfrenta dificuldades para quitar os débitos acumulados.

Disparidades Regionais: Sudeste em Destaque Negativo

A análise regional revela que o Sudeste tem contribuído para a redução dos índices de adimplência. Segundo Calife, a forte concentração nos setores de serviço, comércio e indústria na região explica esse desempenho. O estado de São Paulo, em particular, apresenta números negativos no varejo, impactando a capacidade de pagamento dos consumidores. O alto custo de vida nas grandes cidades do Sudeste também contribui para essa situação, já que a renda disponível é mais rapidamente consumida por despesas essenciais.

Recuperação de Crédito em Declínio

O indicador de recuperação de crédito, que reflete a exclusão do nome do devedor dos cadastros de inadimplentes, apresentou uma queda de 1,1% no acumulado do ano. Nos últimos 12 meses, houve um recuo de 2,6% no pagamento de dívidas. Apesar de um aumento de 1,2% na variação interanual (julho de 2015 vs. julho de 2014) e de 8% na análise mensal (julho vs. junho), a tendência geral aponta para uma desaceleração na recuperação do crédito.

Diante desse cenário, o mercado deve se manter atento às estratégias de consumo e pagamento, buscando alternativas que permitam equilibrar as finanças em tempos de incerteza econômica.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.