A alta da inadimplência no agronegócio, especialmente entre arrendatários rurais, é o destaque do Giro do Agro. Segundo levantamento da Serasa Experian, o setor encerrou 2025 com R$ 414 bilhões em dívidas negativadas e uma taxa de inadimplência de 8,2%. Entre os diferentes perfis analisados, os arrendatários registraram o maior índice, de 9,9%, aumentando a preocupação de proprietários que têm no arrendamento de terras uma importante fonte de renda.
O cenário é atribuído a fatores como perdas causadas por eventos climáticos extremos, aumento dos custos de produção, volatilidade nos preços das commodities agrícolas e maior dificuldade de acesso ao crédito rural. Como muitos contratos de arrendamento preveem pagamento único anual, o risco financeiro para proprietários pode ser ainda maior em caso de inadimplência.
Especialistas também alertam para a importância da formalização adequada dos contratos de arrendamento, considerada essencial para reduzir riscos e facilitar a recuperação de valores devidos. Em meio ao aumento do endividamento no setor, a gestão financeira e jurídica ganha papel cada vez mais relevante para a sustentabilidade do agronegócio.
Ouça a íntegra da coluna Giro do Agro.