Padre Lancelotti falou com a CBN Ribeirão do projeto que visa criar lugares para a distribuição de marmitas a moradores de rua
A indicação do vereador Elizeu Rocha, do PP, para a criação de locais exclusivos para distribuição de marmitas a moradores de rua em Ribeirão Preto, gerou polêmica e dividiu opiniões.
Polêmica e críticas
A proposta, aprovada por 11 votos a 5 na Câmara Municipal, foi criticada por diversas ONGs e pelo padre Júlio Lancelotti, conhecido por seu trabalho com pessoas em situação de vulnerabilidade. O padre a classificou como uma atitude de “covardia e falta de humanidade”, argumentando que burocratizar o acesso à alimentação marginaliza ainda mais os necessitados. Organizações como o projeto voluntário Marmitinhas do Bem e Anjos da Rua também se manifestaram contrárias à indicação, alegando que a medida é absurda, leviana e que não considera a realidade dos moradores de rua.
Pontos de vista divergentes
O vereador Elizeu Rocha rebateu as críticas, afirmando que sua intenção era humanizar o atendimento e que a interpretação de seu projeto foi equivocada. As ONGs, no entanto, argumentam que a proposta dificulta o acesso à alimentação e que os moradores de rua já demonstram responsabilidade ao descartar corretamente as embalagens após as refeições. A preocupação central das entidades é que a medida, ao invés de ajudar, irá agravar a situação de vulnerabilidade dessas pessoas.
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Desdobramentos e próximos passos
A decisão final sobre a implementação da proposta caberá ao prefeito de Ribeirão Preto. A polêmica gerada destaca a complexidade do problema da fome e da pobreza na cidade, e a necessidade de soluções mais abrangentes e inclusivas que considerem a perspectiva dos mais vulneráveis. O debate ressalta a importância do diálogo entre o poder público, as entidades sociais e a própria população em situação de rua para a construção de políticas públicas efetivas.



