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Índice de Desenvolvimento da Educação Básica mostra escolas particulares muita à frente das públicas e queda na média em Ribeirão Preto

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Índice Desenvolvimento Educação Básica
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Um levantamento recente revelou uma preocupante tendência na qualidade do ensino em Ribeirão Preto. O Boletim de Educação e Escolaridade, divulgado pela Fundar, ligada à USP Ribeirão, aponta para uma queda no desempenho das escolas públicas da cidade.

Análise do IDEB em Ribeirão Preto

O estudo se baseia nos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), indicador divulgado pelo Ministério da Educação, analisando o período entre 2005 e 2013. Os números revelam que as escolas públicas de Ribeirão Preto alcançaram um IDEB de 5,7 para os alunos do 1º ao 5º ano, e de 4,2 para os estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental.

Segundo Luciano Nakabache, economista responsável pela pesquisa, o IDEB de Ribeirão Preto ficou abaixo da média do estado de São Paulo. Nakabache explica que o IDEB avalia a evolução do aprendizado dos alunos, combinando as notas das provas com as taxas de aprovação. “Ribeirão começa um pouco acima dos indicadores do estado de São Paulo em 2005 e em 2013 está um pouco abaixo, ou seja, a evolução foi menor do que a do estado de São Paulo entre 2005 e 2013 nas escolas públicas”, afirma.

Comparativo com Outras Cidades e Redes de Ensino

Entre as cidades da região, Sertãozinho se destacou com os melhores índices, alcançando um IDEB de 6,4 para os anos iniciais e 5,1 para os anos finais do ensino fundamental, superando a média estadual de 5,8 e 4,4, respectivamente. No entanto, o estudo também aponta que as escolas particulares apresentaram resultados significativamente superiores, com 7,3 para os primeiros anos e 6,3 para os anos finais.

A pesquisa também evidencia disparidades regionais no desempenho escolar. As regiões Norte e Nordeste apresentam resultados inferiores em comparação com as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Nakabache ressalta que, embora tenha havido uma melhora no Centro-Oeste entre 2005 e 2013, o Norte e Nordeste apresentaram um avanço menor, mantendo uma grande diferença em relação às demais regiões.

Desafios e Metas não Alcançadas

Apesar da progressão continuada adotada nas escolas estaduais de São Paulo, que permite a passagem automática dos alunos, o IDEB considera a aprovação ao final de cada ciclo, no 5º e 9º ano, para calcular o índice de aproveitamento escolar. Isso significa que, mesmo com a progressão continuada, a reprovação ainda é possível ao final de cada ciclo.

As escolas públicas de Ribeirão Preto não atingiram a meta estabelecida pelo Ministério da Educação para os anos finais do ensino fundamental. O MEC exigia um IDEB de 4,8 para os alunos do 6º ao 9º ano, mas o município alcançou apenas 4,3. Para os alunos do 1º ao 5º ano, a meta de 5,7 foi alcançada.

Os dados apresentados indicam a necessidade de atenção e investimentos direcionados para a melhoria da qualidade do ensino nas escolas públicas de Ribeirão Preto.

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