No acumulado do ano a taxa é de 4,39%; sobre esses números e o cenário econômico, ouça a análise de José Rita Moreira
O IBGE divulgou que o IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, fechou em -0,36% em novembro, representando uma deflação. Apesar disso, o IPCA acumula alta de 4,39% no ano e de 8,73% nos últimos 12 meses, números acima da meta de 3,5% do Banco Central.
O que é Deflação?
De acordo com o economista José Rita Moreira, a inflação representa a variação de preços de um mês para o outro. A deflação, portanto, significa que os preços caíram. Ele ressalta que a inflação é percebida de forma diferente por cada indivíduo, dependendo de seus hábitos de consumo. A queda nos preços dos combustíveis teve grande influência na deflação recente.
Causas e Impactos da Inflação
Moreira destaca que a alta inflação dos últimos 12 meses (8,73%) foi influenciada por fatores como a pandemia, a falta de chuvas e a guerra na Ucrânia. Embora a deflação seja um alívio, a inflação acumulada ainda afeta o poder de compra da população. Ele compara a situação brasileira com a de outros países, onde a inflação ultrapassa os 10%, mostrando que o problema é global. Apesar da queda de preços, a recuperação do poder de compra do trabalhador ainda requer esforços, tanto por parte do governo quanto da população, que precisa buscar melhores oportunidades de trabalho.
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Cenário Econômico e Perspectivas
A redução de impostos, como a diminuição do ICMS sobre combustíveis, contribuiu para a queda de preços. Moreira acredita que essa tendência deve se manter, impulsionada pelo aumento da arrecadação devido ao crescimento econômico. Ele prevê uma queda progressiva nas taxas de juros, facilitando o acesso ao crédito. A recuperação do poder de compra depende de fatores econômicos e políticos, sendo que a busca por trabalho digno e o esforço individual são cruciais. A economia, segundo ele, tende a se ajustar sozinha, desde que o governo não interfira excessivamente.



