Segundo o IBGE, a inflação acumulada no país é de 4,65% no período de 12 meses; menor valor para o período desde janeiro de 2021
Dados divulgados pelo IBGE apontam aumento da inflação em março, com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subindo 0,71%. Apesar de abaixo das expectativas do mercado (0,77%), o índice acumula alta de 4,65% em 12 meses, o menor valor desde janeiro de 2021.
Gasolina e alimentos: os vilões da inflação
O principal fator de aumento foi o preço da gasolina, com alta de 8,33% e impacto individual de 0,39% no IPCA. Produtos à base de trigo, como o pão, também sofreram impactos significativos, acumulando alta de cerca de 17% em 12 meses. Essa alta é resultado de diversos fatores, incluindo a guerra na Ucrânia (grande fornecedora de trigo), que afetou a oferta e consequentemente elevou os preços do trigo, petróleo, energia e fertilizantes.
Impacto nos preços e perspectivas futuras
A economista Paula Velho destaca a instabilidade do mercado e a falta de previsibilidade na queda do preço do trigo. A situação na Argentina, principal fornecedora do Brasil, com uma grande seca que diminuiu a oferta, e as dificuldades na produção na Europa, contribuem para manter a pressão sobre os preços do trigo. Apesar disso, outros itens, como o óleo de girassol, mostram tendência de queda.
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Desempenho dos grupos do IPCA em março
O aumento do IPCA em março foi influenciado por diversos setores: Alimentação e Bebidas (0,05%), Habitação (0,57%), Artigos de Residência (-0,27%), Vestuário (0,31%), Transporte (2,11%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,82%), Despesas Pessoais (0,38%), Educação (0,10%) e Comunicação (0,50%). A alta nos preços de combustíveis e alimentos impacta diretamente o orçamento das famílias brasileiras, exigindo alternativas e planejamento financeiro.



