Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo bateu 0,46%; economista Edgard Monforte Merlo comenta
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, registrou alta de 0,21% em junho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Impacto dos Alimentos e Bebidas
O grupo de alimentos e bebidas foi novamente o principal responsável pelo aumento, com alta de 0,44% e peso de 0,10% no índice geral. Essa inflação nos alimentos afeta principalmente as classes mais baixas da população, reduzindo seu poder de compra.
Desaceleração da Inflação e Perspectivas
Apesar da preocupação com a inflação de alimentos, observa-se um sinal positivo: a desaceleração do aumento de preços. O acumulado dos últimos 12 meses está em 4,23%. Embora a inflação de alimentos seja difícil de controlar devido a fatores climáticos (como as enchentes no sul que impactaram o preço do arroz), a expectativa é de estabilização nos próximos meses, desde que não haja novos eventos climáticos extremos.
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Fatores Climáticos e Previsões para o Futuro
A estiagem, que afeta a produção agrícola, é uma preocupação para o segundo semestre. Políticas ambientais mais rígidas, como campanhas contra queimadas, são essenciais para mitigar os impactos climáticos na produção de alimentos. A tendência é de redução da inflação, mas imprevistos climáticos podem influenciar o cenário. A meta inflacionária pode ser atingida caso não ocorram eventos climáticos extremos.
Em resumo, embora a inflação de alimentos ainda represente um desafio, a desaceleração observada em junho indica uma tendência positiva. Ações para mitigar os impactos de eventos climáticos são cruciais para a estabilidade de preços no futuro.



