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Jovem com suspeita de meningite esperou 30 horas por ambulância

Antes da transferência, UBDS do Quintino improvisou isolamento em uma sala; Secretaria de Saúde diz que caso foi uma exceção
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Antes da transferência, UBDS do Quintino improvisou isolamento em uma sala; Secretaria de Saúde diz que caso foi uma exceção

Antes da transferência, UBDS do Quintino improvisou isolamento em uma sala; Secretaria de Saúde diz que caso foi uma exceção

Jovem de 16 anos espera 30 horas por ambulância em Ribeirão Preto

Situação crítica no Quintino II

Ana Beatriz de Faria, de 16 anos, passou por momentos de angústia ao esperar 30 horas por uma ambulância na unidade de saúde do Quintino II, em Ribeirão Preto. Segundo familiares, durante esse período, entre terça e quarta-feira, a jovem, com suspeita de meningite, ficou em uma sala de isolamento improvisada. A vaga no Hospital das Clínicas (HC) foi disponibilizada pelo HCUE, mas a transferência só ocorreu na quarta-feira à tarde. A mãe, Flávia Faria, expressou alívio com a transferência, mas permanece preocupada com a gravidade do caso.

Demora no atendimento gera indignação

A situação de Ana Beatriz não foi um caso isolado. A unidade de saúde do Quintino II enfrentou grande demanda por atendimento na terça-feira, com pacientes aguardando por horas por ambulâncias. Maria Aparecida Alves, por exemplo, passou a noite esperando a transferência do pai para a Santa Casa. Uma mulher que estava na unidade gravou um vídeo mostrando a superlotação e a demora no atendimento, relatando o calor excessivo e a angústia das pessoas aguardando.

Falta de vagas e dificuldades para marcar consultas

A demora não se limita aos casos de urgência e emergência. Neiva Maria da Silva relatou dificuldades para marcar uma consulta com ginecologista, enfrentando longas esperas e falta de vagas. A Secretaria de Saúde, em nota, informou que as escalas médicas estão estáveis, com oito profissionais por horário, e que o tempo de espera médio é de duas horas. Entretanto, situações excepcionais, como epidemias e imprevistos, podem aumentar a demanda.

A espera prolongada de Ana Beatriz e a situação caótica da unidade do Quintino II expõem fragilidades no sistema de saúde, impactando diretamente na vida de pacientes e familiares. A falta de recursos e a alta demanda geram angústia e preocupação, exigindo medidas urgentes para melhorar a qualidade do atendimento e reduzir o tempo de espera.

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