Dia Internacional de Combate a Violência contra a Mulher é realizado em 25 de novembro
Em 25 de novembro de 2019, Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, a repórter Gabriela Diaz entrevistou a juíza Carolina Gama, do Anexo de Violência Familiar e Doméstica de Ribeirão Preto, para discutir o combate à violência contra a mulher na região.
Números alarmantes e mudança de comportamento
Mais de 500 mulheres são agredidas a cada hora no Brasil, com 42% dos casos ocorrendo dentro de casa. Em Ribeirão Preto, mais de 6 mil processos criminais relacionados à violência contra a mulher tramitam na justiça. Entre 2015 e 2018, foram concedidas mais de 11 mil medidas protetivas. A juíza destaca que esses números refletem uma maior conscientização das mulheres sobre seus direitos, com muitas buscando ajuda na primeira agressão, ao contrário do passado, quando a procura por justiça era muito mais tardia.
Estratégias de combate à violência
A juíza Carolina Gama enfatiza a importância de não tolerar a violência e de denunciar. Ela destaca a eficácia de medidas como a prisão do agressor, penas e cursos reflexivos, que têm demonstrado resultados positivos na redução da reincidência. Além disso, a magistrada ressalta a necessidade de ações de fortalecimento das mulheres, promovendo relações de igualdade entre homens e mulheres em todos os ambientes. Programas como o projeto Ephemera, que capacita mulheres a criar e vender produtos com temas feministas, e o projeto Maria Bonita, que treina profissionais de beleza para identificar e auxiliar mulheres vítimas de violência, são exemplos de iniciativas que buscam empoderamento feminino e geração de renda.
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Rede de apoio e recursos disponíveis
Em Ribeirão Preto, a Delegacia da Mulher está localizada na Avenida Costa e Silva Romano, 3230, no bairro Nova Ribeirânia. O Anexo de Violência Familiar e Doméstica fica no térreo do Fórum de Ribeirão Preto, na Rua Alícia Lençóis, 1010, também em Nova Ribeirânia. A Lei Maria da Penha garante medidas protetivas de urgência, podendo ser solicitadas em delegacias, Ministério Público, Defensoria Pública ou por meio de advogado. A conscientização sobre a gravidade da violência psicológica e a importância de buscar ajuda são cruciais para romper o ciclo de violência. A rede de apoio em Ribeirão Preto inclui também projetos voltados para os agressores, como o Ceravig, que oferece cursos reflexivos, buscando conscientização e transformação comportamental. O trabalho conjunto com diferentes setores da sociedade é fundamental para o combate eficaz à violência contra a mulher.



