Cidade fechou o mês de maio com mais demissões do que contratações; economista José Rita Moreira explica o cenário
Dados do Cadastro Nacional de Empregos (CAGED) apontam cenário divergente para o mercado de trabalho em Ribeirão Preto e Franca em maio. Enquanto Ribeirão Preto registrou saldo negativo de 75 vagas, Franca teve saldo positivo de 172.
Ribeirão Preto: Comércio em queda
Em Ribeirão Preto, o comércio foi o setor que mais demitiu, com redução de 98 postos de trabalho. A agropecuária, indústria e construção civil também registraram números negativos. O setor de serviços foi o único a apresentar crescimento, com 150 contratações. Segundo o consultor econômico José Rita Moreira, a situação econômica do Brasil, com juros altos e endividamento da população, impactou diretamente nas vendas do comércio, afetando os níveis de contratação. A concorrência do comércio online e a insegurança no centro da cidade também contribuíram para a redução de empregos no setor.
Franca: Serviços e agropecuária impulsionam crescimento
Em Franca, o cenário foi diferente. Apesar da indústria calçadista ter apresentado demissões, os setores de comércio, serviços e agropecuária impulsionaram o saldo positivo de 172 vagas. O crescimento do setor de serviços foi atribuído ao aumento no número de microempreendedores individuais (MEIs), impulsionado pela procura por informações e formalização de negócios. A agropecuária, apesar da estiagem, manteve-se forte devido à produção de café e leite.
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Perspectivas e desafios
A busca por empregos em ambas as cidades continua desafiadora. Embora iniciativas como o anúncio de vagas pelo PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) sejam importantes, medidas mais eficazes são necessárias para reverter o cenário de demissões. A redução da taxa de juros e programas governamentais que auxiliem a população endividada são apontados como medidas essenciais para estimular a economia e gerar empregos de forma sustentável.



