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Juros do cartão de crédito é o maior dos últimos 20 anos

Taxa mensal chegou a 14,72% em fevereiro; no acumulado do ano, juros pode chega a 500%
Juros cartão de crédito
Taxa mensal chegou a 14,72% em fevereiro; no acumulado do ano, juros pode chega a 500%

Taxa mensal chegou a 14,72% em fevereiro; no acumulado do ano, juros pode chega a 500%

A situação financeira tem se mostrado desafiadora para muitos brasileiros. Com o aumento das taxas de juros e a diminuição do poder de compra, equilibrar o orçamento se tornou uma tarefa árdua. Os juros médios do cartão de crédito atingiram um patamar alarmante, chegando a 419% ao ano em fevereiro, o maior valor desde outubro de 1995. A taxa mensal atingiu 14,72%, um aumento em relação a janeiro, quando as taxas eram de 410,97% ao ano e 14,56% ao mês.

O Desafio de Equilibrar as Contas

Segundo Henrique Beirão, Renan Pasqual e Rosseite, do Clube de Mercado Financeiro da Faculdade de Economia e Administração da USP, o ano de 2024 apresenta grandes desafios para os contribuintes. A adaptação ao cenário atual é crucial, considerando os recordes de juros e inflação que impactam a renda disponível do trabalhador. A inflação superou o reajuste salarial, tornando inviável depender do cartão de crédito para suprir necessidades básicas.

Estratégias para Adaptação Financeira

Diante da estabilidade nos preços de alimentos e combustíveis, mas com o aumento das despesas com educação e saúde, o economista recomenda um planejamento financeiro detalhado. Isso envolve a criação de uma planilha ou caderno para registrar a porcentagem da renda destinada a cada despesa. O objetivo é equilibrar os gastos com os ganhos, buscando reduzir despesas como pacotes de telefone e internet, e gastos com lazer. O ideal é investir de 10% a 15% da renda familiar mensalmente, criando uma reserva para imprevistos.

Alternativas ao Crédito Rotativo

Para ilustrar o impacto do aumento das taxas de juros, uma dívida de R$ 1.000 no cartão de crédito pode ultrapassar R$ 5.000 ao final do ano. O economista alerta para a possibilidade de algumas instituições financeiras cobrarem taxas ainda maiores. Em situações de dívida quase impossível de quitar, a sugestão é buscar outras linhas de crédito com taxas mais acessíveis, como empréstimos com taxas de mercado em torno de 2% ao mês (aproximadamente 30% ao ano), ou financiamento de veículos. Oferecer garantias ao banco pode resultar em taxas melhores, pois o risco de inadimplência é menor. O cheque especial também apresenta taxas elevadas, atingindo 255,94% ao ano e 11,16% ao mês.

Em suma, a conjuntura econômica exige cautela e planejamento. Buscar alternativas de crédito mais acessíveis e evitar o uso excessivo do cartão pode ser o caminho para uma vida financeira mais saudável.

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