O bloqueio de bens do prefeito de Taquaritinga, Fulvio Zuppani, e do secretário municipal da Fazenda, Luiz Tadeu Giollo, é o principal tema do De Olho na Política. Segundo o Ministério Público, a prefeitura teria descontado contribuições previdenciárias dos salários dos servidores desde maio de 2025, mas não teria feito os repasses ao Instituto de Previdência do Servidor Municipal de Taquaritinga dentro dos prazos. O município também teria atrasado contribuições patronais e suplementares, algumas por mais de 100 dias.
Bruno Silva analisa ainda os impactos dos atrasos para os cofres públicos. Entre janeiro de 2025 e junho de 2026, o município teria sido onerado em quase R$ 35 milhões com juros, correção monetária e multas decorrentes de repasses feitos fora do prazo, sem considerar prejuízos relacionados a parcelamentos previdenciários. Para o Ministério Público, os gestores tinham conhecimento da situação, e a ação pede a condenação por improbidade administrativa e o ressarcimento integral dos danos.
A coluna também destaca os questionamentos sobre os motivos dos atrasos recorrentes e aponta a necessidade de esclarecimentos sobre a gestão dos recursos públicos. A Prefeitura de Taquaritinga, o prefeito, o secretário e o Instituto de Previdência não haviam se manifestado até o momento da gravação, mas permaneceram com espaço aberto para apresentar suas versões. Ouça o áudio completo do De Olho na Política.