O Tribunal de Justiça condenou 20 pessoas por envolvimento em um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 60 milhões em cinco anos. A organização criminosa atuava na região de Ribeirão Preto e utilizava carros de luxo para ocultar os recursos obtidos ilegalmente.
Segundo as investigações, o grupo operou entre 2019 e 2023, com divisão de funções entre os integrantes, incluindo financiamento, fornecimento de substâncias químicas e lavagem de dinheiro. Parte dos envolvidos morava em condomínios de alto padrão em Ribeirão Preto e Rifaina.
Condenações
As penas variam de 4 a 34 anos de prisão, de acordo com o papel de cada integrante no esquema. O apontado como líder, Alan Tada, foi condenado a 34 anos e 4 meses e está preso desde o início da operação que desmantelou a quadrilha.
Outros nomes considerados centrais na organização também receberam penas elevadas. Nevanir de Souza Neto foi condenado a 21 anos, enquanto Roger Martins e Adão Viana Júnior receberam penas de 22 e 18 anos, respectivamente.
Os quatro apontados como chefes do grupo deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado. A decisão também determinou a incineração das drogas apreendidas durante a operação.
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Esquema criminoso
De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava cafeína para ampliar a produção de cocaína, aumentando o volume da droga comercializada. A substância era fornecida por integrantes específicos da organização.
O dinheiro obtido com o tráfico era lavado por meio da compra e venda de carros de luxo, avaliados entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão. Os veículos eram utilizados para disfarçar a origem ilícita dos recursos.
As investigações apontaram ainda que os envolvidos adulteravam a quilometragem dos carros, reduzindo os números para valorizar os veículos e obter maior lucro nas negociações.
Defesas
As defesas de alguns condenados informaram que irão recorrer da decisão. A advogada de Roger Martins classificou a sentença como desproporcional e afirmou que não foram considerados critérios legais na definição da pena.
Ela também destacou que o réu é primário, possui bons antecedentes e não tem histórico criminal. O advogado de Nevanir de Souza Neto também confirmou que vai recorrer. Já as defesas de Alan Tada e Adão Viana Júnior não se manifestaram sobre a decisão judicial até o momento.



