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Justiça condena responsável por clínicas clandestinas de idosos em Ribeirão Preto a pagar R$ 182 mil

Decisão prevê indenização por danos morais coletivos após funcionamento irregular de três casas interditadas
Justiça
Fábio Marchiselli / CBN Ribeirão

A Justiça determinou a condenação da responsável por três clínicas clandestinas de idosos em Ribeirão Preto ao pagamento de R$ 182 mil por danos morais coletivos. A decisão também inclui multa de R$ 3 mil prevista no Estatuto do Idoso. Os estabelecimentos já haviam sido interditados e os idosos retirados anteriormente.

Segundo o promotor de Justiça Carlos César Barbosa, o caso teve desdobramento recente com a sentença judicial, após um processo marcado por resistência ao cumprimento de ordens judiciais. As unidades funcionavam mesmo após determinações para encerramento das atividades.

Condenação

De acordo com o promotor, a sentença tem caráter pedagógico e busca alertar sobre a necessidade de cumprimento das normas legais por instituições que atendem idosos. Ele destacou que os locais não apresentavam condições mínimas de dignidade, saúde e segurança para os acolhidos.

As três casas interditadas abrigavam cerca de 60 idosos. Após a ação, os residentes foram encaminhados para familiares ou outras instituições, com apoio do poder público em alguns casos.

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Irregularidades

As investigações apontaram que os estabelecimentos operavam sem atender às exigências da vigilância sanitária. Mesmo após notificações e decisões judiciais, as atividades continuaram, o que contribuiu para a condenação por danos à coletividade.

Segundo o promotor, os espaços ofereciam condições precárias, desde alimentação até moradia, sendo considerados totalmente inadequados para o cuidado de idosos.

Outros processos

Além da condenação na esfera cível, a responsável também responde a processo criminal. Ela foi presa em novembro de 2025 após o descumprimento de ordens judiciais. Um dos casos envolve a morte de um idoso, que, segundo apuração, não recebeu os cuidados necessários.

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O Ministério Público também acompanha outros casos semelhantes em andamento e avalia que decisões como essa podem se repetir diante de irregularidades semelhantes.

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