Um paciente ouvido pela polícia denunciou a dentista de Ribeirão Preto, Priscila Janaína Bovo, por supostas deformações após procedimentos faciais. O caso ganhou repercussão nacional e está sendo investigado pela Polícia Civil, com acompanhamento do Ministério Público.
O projetista Evandro Sabatke afirma que saiu de Curitiba para registrar a denúncia em Ribeirão Preto e passou por exame de corpo de delito. Segundo ele, o objetivo inicial era apenas melhorar a harmonia facial, mas o resultado teria sido completamente diferente do esperado, com sequelas físicas e psicológicas.
Relato paciente
De acordo com Evandro, a dentista apresentou um planejamento em 3D e prometeu um resultado específico, que não teria sido alcançado. Ele afirma que, após o procedimento, precisou ser internado às pressas em um hospital em São Paulo para uma cirurgia de emergência, com retirada de prótese considerada inadequada.
O paciente também relata que passou por uma nova cirurgia plástica com especialista crânio-facial para tentar reverter os danos. Ele sustenta ainda que houve intervenções realizadas sem seu consentimento e que, antes de procurar a profissional, tinha apenas uma leve assimetria no rosto.
Defesa dentista
A dentista nega as acusações e se manifesta por meio das redes sociais. Segundo ela, os pacientes já chegam com deformidades ou complicações decorrentes de procedimentos anteriores, e as cirurgias realizadas seriam de caráter funcional e reparador, não estético.
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Ela também afirmou que questionamentos sobre o uso de registro médico se devem a um erro de sistema hospitalar. O paciente, por outro lado, contesta a forma como a profissional se apresentava publicamente, incluindo a alegação de experiência e formação.
Investigações
Até o momento, ao menos quatro pacientes relataram problemas após procedimentos realizados pela dentista, sendo que três já registraram boletim de ocorrência. Uma das vítimas afirma que pode ter sequelas permanentes.
A Secretaria de Segurança Pública informou que dois casos já estão em investigação, enquanto outros dependem de representação formal das vítimas. O Ministério Público solicitou a instauração de inquérito policial para apurar os fatos.
O hospital onde os procedimentos foram realizados informou que apura internamente os casos e deve colaborar com as autoridades. Já o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo afirmou que tem conhecimento das denúncias e que todas são analisadas dentro dos trâmites legais.



