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Justiça de Ribeirão determina que a Prefeitura e o Estado disponibilizem vagas de UTI para pacientes com Covid-19

Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública exige que os pacientes em estado grave sejam transferidos imediatamente para UTIs
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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública exige que os pacientes em estado grave sejam transferidos imediatamente para UTIs

Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública exige que os pacientes em estado grave sejam transferidos imediatamente para UTIs

A situação dos leitos de UTI em Ribeirão Preto é crítica. Há dez dias, a taxa de ocupação se mantém acima de 90%, atualmente em 94%. Isso impacta diretamente a capacidade de atendimento nos hospitais da região, tanto na rede pública quanto na privada.

Ocupação de Leitos: Rede Pública e Privada

Atualmente, são 302 leitos de UTI ocupados de um total de 319 (94% de ocupação). Nas enfermarias, a taxa é de 81%, com 315 leitos ocupados de 388 disponíveis. Na rede pública, a situação é ainda mais preocupante: 151 dos 159 leitos de UTI estão ocupados (94%), e nas enfermarias, 169 de 208 (81%). A rede privada apresenta uma taxa de ocupação de 93% em suas UTIs, com 122 leitos ocupados de 130.

Decisão Judicial e Consequências

Diante da gravidade da situação, a Justiça de Ribeirão Preto determinou que a prefeitura e o Estado disponibilizem vagas de UTI para pacientes com COVID-19 em estado grave que aguardam internação. A decisão, proferida pela 2ª Vara da Fazenda Pública, prevê a transferência imediata desses pacientes para outras DRS (Direções Regionais de Saúde) ou hospitais privados. A juíza Lucy Lene Aparecida Canela de Melo estabeleceu multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento da liminar. A prefeitura informou que ainda não foi notificada, e a Secretaria Estadual de Saúde não se pronunciou até o fechamento desta reportagem.

Impacto na População

Apesar da taxa de ocupação de 94% não ter atingido 100%, a realidade é que há pacientes aguardando vagas em UTIs. O processo de regulação e a priorização de casos definem quem será transferido, e infelizmente, diversas pessoas já faleceram aguardando uma vaga, como demonstrado em reportagens anteriores. A falta de leitos disponíveis resulta em mortes evitáveis em hospitais e UPAs.

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