A Universidade de São Paulo (USP) demitiu o professor José Maurício Rosolen, acusado de assediar alunas de pós-graduação em Ribeirão Preto. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (23).
O docente estava afastado desde março de 2025, quando foi aberto um processo administrativo para apurar denúncias de assédio moral e sexual. Ele tem prazo de 30 dias para apresentar recurso contra a decisão.
Denúncias
O processo administrativo disciplinar reuniu relatos de pelo menos 16 mulheres que afirmaram terem sido vítimas de assédio. As denúncias envolvem ex-alunas de pós-graduação vinculadas ao Departamento de Química.
Segundo os depoimentos, houve contatos físicos inapropriados, convites inconvenientes e situações de assédio moral após recusas. As vítimas preferiram não se identificar. Os casos teriam ocorrido entre 2021 e 2024, período em que o professor mantinha vínculo acadêmico com as estudantes.
A demissão foi confirmada pela reitoria após parecer da Procuradoria Geral da universidade e decisão da diretoria da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, onde o docente atuava. Além da medida administrativa, a USP determinou o reenvio do caso à Polícia Civil. Um inquérito já havia sido concluído anteriormente e encaminhado à Justiça em 2025. De acordo com o Tribunal de Justiça, o processo tramita sob sigilo.
Defesa
A reportagem entrou em contato com o professor, mas não obteve retorno até o momento. A defesa ainda pode se manifestar dentro do prazo legal estabelecido após a publicação da decisão. O caso segue em análise na esfera criminal, paralelamente às medidas adotadas pela universidade.



