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Justiça Federal determina que DERs de SP e MG assumam manutenção de ponte entre Rifaina e Sacramento

Nova decisão muda entendimento anterior e obriga estados a apresentar plano de reparos em até 90 dias
ponte
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A Justiça Federal voltou atrás e determinou que os Departamentos de Estradas de Rodagem de São Paulo e de Minas Gerais assumam a manutenção da ponte sobre o Rio Grande, que liga os municípios de Rifaina e Sacramento.

A decisão altera entendimento anterior, de fevereiro deste ano, que atribuía a responsabilidade à Companhia Energética Jaguara. Com a nova determinação, os órgãos estaduais passam a responder diretamente pela conservação da estrutura.

Nova decisão

A decisão foi assinada pelo juiz federal substituto André Luiz Pereira, da Primeira Vara Federal de Franca. Segundo o magistrado, apesar de a ponte ter sido construída em função da operação da usina hidrelétrica de Jaguara, não há garantia de que ela esteja incluída em contrato de concessão.

Com isso, a responsabilidade pela manutenção de aspectos que impactam diretamente o tráfego passa a ser dos DERs de São Paulo e Minas Gerais. Entre os itens estão iluminação, asfalto, grades de proteção, sinalização e pintura da pista.

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Os órgãos terão prazo de 90 dias para apresentar um estudo técnico com a análise da situação da ponte e um cronograma das medidas que deverão ser adotadas.

Impasse antigo

A decisão atende a um pedido do Ministério Público Federal em ação civil pública que discute a responsabilidade pela estrutura. A ponte, localizada sobre o Rio Grande, estava sem definição clara de gestão.

Segundo o MPF, a deterioração da estrutura é resultado de uma omissão prolongada causada pelo impasse institucional sobre quem deveria realizar a manutenção.

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Diversos órgãos e instituições já haviam se manifestado no processo, alegando não ter responsabilidade direta sobre a ponte, o que contribuiu para a falta de intervenções ao longo dos anos.

Histórico da obra

De acordo com o Ministério Público Federal, a ponte foi construída pela antiga concessionária Cemig como medida compensatória pela implantação da usina hidrelétrica de Jaguara.

A obra foi realizada com base em um convênio firmado em 1968 com o estado de São Paulo, para substituir um trecho rodoviário afetado pelo represamento do Rio Grande.

Embora o acordo previsse a transferência da titularidade da ponte ao DER de São Paulo após a conclusão, essa formalização nunca foi realizada. Por décadas, a manutenção ficou a cargo da Cemig, até a transferência da usina para a iniciativa privada, em 2017, quando começaram as disputas sobre a responsabilidade.

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