A Justiça decidiu levar a júri popular os acusados pelo desaparecimento e pela morte do empresário Nelson Carreira Filho, ocorridos no ano passado, em Cravinhos. A decisão também definiu os crimes pelos quais cada um dos denunciados responderá durante o julgamento. Entre os réus está o empresário Marlon Couto Paula Júnior, proprietário de farmácias em Ribeirão Preto e de um laboratório. O júri ainda não tem data marcada.
Marlon Couto Paula Júnior responderá por homicídio qualificado por emboscada e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver, fraude processual, por alteração do cenário do crime, e falsidade ideológica. Segundo as informações apresentadas, caso seja condenado por todos os crimes, a pena pode ultrapassar 50 anos de prisão.
Tadeu de Almeida, apontado como sócio de Marlon, será julgado pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. Felipe Miranda, acusado de ter sido contratado para lançar o corpo da vítima no Rio Grande, responderá por ocultação de cadáver e fraude processual. Já Murilo Couto Paula, irmão de Marlon, será julgado por ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
Nelson Carreira Filho desapareceu em maio do ano passado, após sair da capital paulista para tratar de negócios em uma fábrica de medicamentos pertencente a Marlon Couto Paula Júnior, em Cravinhos. De acordo com as investigações, o empresário desapareceu durante a viagem ao interior paulista e foi morto na região. A data do julgamento pelo Tribunal do Júri ainda será definida pela Justiça.



