Advogado de Vanderlei José Marsico entrou com agravo de instrumento para voltar ao cargo; ele deixou a Prefeitura há 11 dias
A Justiça negou o pedido para que o prefeito de Taquaritinga retornasse ao cargo enquanto tramita processo que o afasta do exercício do mandato. A decisão mantém o vice-prefeito à frente do Executivo até o desfecho do caso, que envolve acusações feitas pelo Ministério Público e inquieta a população local.
Afastamento e acusações
O Ministério Público denunciou, no ano passado, o chefe do Executivo e um secretário municipal por improbidade administrativa e por danos ao erário. Segundo as investigações, houve divergências significativas entre os valores apresentados pela prefeitura — um saldo divulgado de R$ 77,8 milhões — e os extratos bancários, que indicavam aproximados R$ 5,9 milhões. A diferença, de grande monta, motivou medidas cautelares e o pedido de afastamento do prefeito.
O advogado do prefeito entrou com recurso buscando a anulação do afastamento e a volta do cliente ao cargo enquanto o processo segue na Justiça. O pedido, porém, foi rejeitado. Autoridades e cidadãos acompanham com atenção a tramitação e cobram rapidez e transparência para que as rotinas administrativas e a prestação de serviços ao município não fiquem prejudicadas.
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Sessão da Câmara e temas institucionais
Em Ribeirão Preto, a sessão desta quinta-feira trouxe à pauta uma série de projetos, entre homenagens, nomeações de logradouros e vetos a normas legislativas. Vereadores discutiram a importância simbólica das homenagens públicas, mas também levantaram críticas sobre a falta de criatividade e de mecanismos de participação popular nas decisões.
Uma proposta levantada pelos debatedores foi a realização de consultas públicas online para escolher nomes de ruas e reconhecer cidadãos que contribuíram para a história local. A ideia visa aproximar a população do Legislativo e dar mais legitimidade às escolhas, transformando um ato protocolar em oportunidade de engajamento comunitário.
Prioridades e participação cidadã
Os parlamentares também foram cobrados por priorizar pautas que tenham impacto direto na vida da cidade. Entre as preocupações apontadas estiveram a recepção de refugiados do Afeganistão, problemas de infraestrutura após chuvas recentes — como crateras e falhas no asfalto — e demandas sociais urgentes. A crítica central dos debatedores foi a necessidade de equilíbrio entre projetos simbólicos e medidas que enfrentem problemas concretos do dia a dia.
Representantes e cidadãos ressaltaram que a transparência e a participação popular podem funcionar como instrumentos para melhorar a agenda pública: consultas e enquetes online, por exemplo, poderiam aumentar o interesse e a confiança da população nas decisões do Legislativo.
O caso de Taquitinga permanece sob análise judicial, enquanto a Câmara segue com uma agenda que mistura homenagens e matérias de maior impacto técnico. Moradores e lideranças cobram desfechos e respostas, aguardando que processos e votações atendam tanto à legalidade quanto às demandas cotidianas da comunidade.