Réus pediram o bloqueio das ações alegando que um dos Policiais Federais envolvidos seria marido de uma funcionária da Coderp
O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a validade da investigação que resultou na denúncia de um esquema de corrupção envolvendo ex-vereadores e secretários da prefeitura de Ribeirão Preto. A decisão rejeita o pedido dos réus para anular parte do processo, que questionava a imparcialidade do agente da Polícia Federal Luiz Alécio Janones.
Acusações de Parcialidade e Vazamento de Informações
Os réus alegavam que a parcialidade de Janones decorria do fato de sua esposa, Cristiane Dutra, trabalhar na Codep (Companhia de Desenvolvimento de Ribeirão Preto) e ter acesso a informações privilegiadas. Um dos argumentos apresentados era o depoimento do ex-supreintendente da Codep, que afirmava que o agente federal havia vazado informações sobre a operação antes de sua deflagração. A defesa também destacou o fato de Janones ter fotografado o ex-vereador Cicero Gomes recebendo suposta propina de Marcelo Plastino.
Evidências e Depoimentos
As fotos tiradas por Janones mostram o ex-vereador Cicero Gomes em um shopping com Marcelo Plastino, com uma quantia em dinheiro (R$ 10.000,00) visível em uma revista próxima a ele. Similarmente, o agente acompanhou o ex-presidente da Câmara, Walter Gomes, quando este também teria recebido R$ 10.000,00 de Plastino em uma loja de conveniência. Em depoimento, Janones e o delegado Flávio Reis afirmaram que Plastino confessou informalmente o pagamento de propina aos políticos. Os ex-vereadores Walter e Cicero Gomes negaram as acusações em seus depoimentos.
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Decisão Judicial e Investigação Interna
A Justiça de São Paulo, após análise dos argumentos, confirmou a decisão de primeira instância em Ribeirão Preto, validando a investigação. O Tribunal entendeu que não houve irregularidades na conduta de Janones e que a participação de sua esposa não comprometeu a investigação. A Polícia Federal também conduziu uma investigação interna sobre a conduta de Janones, concluindo que não houve vazamento de informações. A decisão judicial reforça a solidez das provas apresentadas e a imparcialidade da investigação conduzida pela Polícia Federal.



