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Justiça nega pedido de Dárcy Vera de anulação da delação de Wagner Rodrigues

Ex-presidente do Sindicato dos Servidores afirma que Dárcy recebeu R$ 7 milhões em propina
delação premiada
Ex-presidente do Sindicato dos Servidores afirma que Dárcy recebeu R$ 7 milhões em propina

Ex-presidente do Sindicato dos Servidores afirma que Dárcy recebeu R$ 7 milhões em propina

Mais uma derrota judicial para Darci Vera: a Justiça de São Paulo negou o pedido da defesa da ex-prefeita para anular a delação premiada de Wagner Rodrigues, ex-presidente do sindicato dos servidores de Ribeirão Preto. A delação detalha um suposto esquema de corrupção envolvendo pagamento de propina no valor de R$ 7 milhões para Darci Vera, oriundos de honorários advocatícios milionários recebidos pela advogada Maria Zueli Librandi.

Delação Premiada e o Processo Judicial

A defesa de Darci Vera argumentou que, por estar no cargo de prefeita à época da delação, o caso deveria ter sido remetido à Procuradoria e ao TJ de São Paulo. Entretanto, o professor Daniel Pacheco, da Faculdade de Direito da USP de Ribeirão Preto, explica que a decisão judicial apenas confirmou a correção do procedimento adotado pelo juiz, sem entrar no mérito da culpabilidade da ex-prefeita. A anulação da delação poderia atrasar o processo, que está em fase final, e até mesmo levar à prescrição.

Implicações e Desdobramentos

A delação de Wagner Rodrigues também cita pagamentos ilícitos para o ex-secretário de administração Marco Antônio dos Santos (R$ 2 milhões) e para ele próprio e Sandro Rovane (R$ 11,8 milhões). Documentos apreendidos pela Operação Sevandija corroboram as declarações. A advogada de Darci Vera, Claudia Seixas, afirmou que recorrerá da decisão. Apesar de Marco Antônio ter obtido habeas corpus, ele permanece preso devido a outros processos da Operação Sevandija.

Outros Envolvidos e Situação Atual

A Operação Sevandija também envolve outros personagens, como Sandro Rovane, que apesar de ter conseguido liberdade provisória em atrássto, permanece preso por outros processos. A investigação aponta para um esquema de corrupção que utilizava uma empresa como cabide de empregos, envolvendo Marco Antônio dos Santos e outros nove ex-vereadores. A situação judicial de Darci Vera e dos demais envolvidos permanece complexa, com recursos e novos desdobramentos ainda em curso.

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