Defesa do ex-vereador entrou com o pedido alegando problemas de saúde; réu passou por cirurgia nas últimas semanas
Mais um pedido de Walter Gomes, ex-presidente da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, foi negado pela Justiça. O juiz da 4ª Vara Criminal, Lúcio Alberto Enés Ferreira, indeferiu o pedido de prisão domiciliar do ex-vereador, que havia se submetido a uma cirurgia para correção de desvio de septo no início do mês.
Pedido de Prisão Domiciliar Negado
A defesa alegou a necessidade de recuperação em ambiente adequado, fora da cadeia, devido às complicações de saúde de Walter Gomes, que sofre de crises de pânico, hipertensão e risco de infarto. Apesar dos argumentos apresentados, o juiz manteve a prisão preventiva.
Situação de Walter Gomes e a Operação Sevandígia
Preso há quase um ano, Walter Gomes é o único vereador preso na Operação Sevandígia. Ele é acusado, juntamente com outros oito parlamentares, de indicar cabos eleitorais para cargos na prefeitura, receber propina para aprovar projetos de lei de interesse do executivo, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Em seu depoimento, negou participação em esquema de corrupção na prefeitura de Ribeirão Preto.
Leia também
Pedidos de Habeas Corpus no STF
O Ministério Público Federal se manifestou contrariamente aos pedidos de habeas corpus apresentados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelas defesas de seis réus da Operação Sevandígia que estão presos, incluindo Walter Gomes. Os pedidos, baseados em decisão que concedeu liberdade a Maria Lúcia Pandulfo, ainda serão julgados pelo ministro Celso de Mello em Brasília. Além de Walter Gomes, Marco Antonio dos Santos, Laí Lucas Jr., Angelo Invernizzi, Sandro Rovane e Davi Mansur Curi Felipe também solicitaram a liberdade.
A Justiça mantém a prisão preventiva de Walter Gomes, enquanto os pedidos de habeas corpus no STF aguardam julgamento. A situação demonstra a complexidade do caso e a persistência das investigações da Operação Sevandígia.



