Juiz quer que os bens do empresário retornem aos cofres da Prefeitura de Ribeirão Preto
A Justiça de Ribeirão Preto negou o pedido de transferência de bens do empresário Marcelo Plastino para o pagamento de dívidas tributárias federais. A construtora Atmosfera, ligada a Plastino, teria deixado de pagar mais de R$ 100 milhões em impostos. A decisão judicial contraria o pedido da Justiça Federal, que visava priorizar o pagamento dos tributos ao governo.
Recursos Bloqueados
O juiz da 4ª Vara Criminal, Lucio Alberto Enés da Silva Ferreira, determinou que R$ 20 milhões, sete imóveis e cinco carros, bens bloqueados de Plastino, sejam destinados aos cofres da Prefeitura de Ribeirão Preto. Marcelo Plastino, que cometeu suicídio em novembro de 2016, deixou um vasto patrimônio após ser apontado como chefe de um esquema de fraudes na Codep (Companhia de Desenvolvimento de Ribeirão Preto).
Esquema de Fraudes na Codep
O esquema, segundo investigações, envolvia políticos da cidade, com o pagamento de propina e distribuição de funcionários terceirizados da Codep entre vereadores. O processo envolvendo a Codep e a Atmosfera resultou em 21 condenações, incluindo nove ex-vereadores e três ex-secretários da prefeitura, com penas que variam de 8 a 38 anos de prisão. Todos os condenados negaram envolvimento e recorreram da sentença.
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A decisão judicial sobre os bens de Plastino impacta diretamente nas investigações sobre o esquema de corrupção na Codep, direcionando recursos para a cidade enquanto os processos judiciais seguem em andamento.



