Recém liberado da prisão, ex-chefe da Casa Civil pediu liberação para viajar a Salvador com a família; réu não pretende recorrer
O juiz Lúcio Enneas Ferreira da Quarta Vara Criminal de Ribeirão Preto negou o pedido de Laíro Luquesi Jr., ex-secretário da Casa Civil de Ribeirão Preto, para viajar a Salvador com a família. Luquesi pretendia passar sete dias na Bahia, mas o magistrado entendeu que a viagem não se enquadra nas medidas cautelares determinadas após sua soltura na sexta-feira passada.
Pedido negado
O advogado de Luquesi, Fábio Boleta, informou que o juiz negou o pedido por entender que a viagem não se encaixa nas medidas cautelares impostas como condição para o habeas corpus. Entre as medidas, estão a entrega do passaporte, a restrição de circulação noturna (das 20h às 6h) e a necessidade de autorização para deixar a cidade. Boleta afirma que a família já havia programado a viagem e que não recorrerá da decisão judicial.
Soltura e medidas cautelares
Luquesi estava preso em Tremembé desde maio de 2017, acusado pela Operação Sevandija de integrar organização criminosa que fraudou licitações e comprou apoio de vereadores. Sua soltura, determinada pelo Tribunal de Justiça, veio acompanhada de medidas cautelares, as quais ele se comprometeu a cumprir. Além de Luquesi, outros réus da Operação Sevandija também foram soltos com medidas cautelares semelhantes: Walter Gomes (ex-presidente da Câmara dos Vereadores), Davi Mansur Curi (ex-supreintendente da Coderpe) e Ângelo Invernizzi e Lopes (ex-secretário da Educação).
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Respeito à decisão judicial
Apesar do desejo de acompanhar a família em suas férias, Luquesi respeitará a decisão judicial e permanecerá em Ribeirão Preto, cumprindo as medidas cautelares determinadas pelo juiz. A família já havia planejado a viagem, mas o pedido de autorização para Luquesi viajar foi negado, e a decisão não será contestada.



