Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Luiz Claudio Alba
A ex-ginasta Laís Souza pode ser a primeira paciente a testar uma técnica inovadora de transplante de células nervosas, desenvolvida por médicos do Hospital Jackson Memorial, da Universidade de Miami. A instituição é reconhecida por seu centro de pesquisas em lesão medular.
A Esperança na Respiração e Sensibilidade
O neurocirurgião Bart Green, um dos fundadores do projeto do hospital, lidera o processo. Recentemente, Laís apresentou melhora na respiração, o que anima a equipe médica e o Comitê Olímpico Brasileiro. Antônio Martus, membro do comitê, acredita que Laís poderá respirar sem aparelhos em breve. “A máquina não respira mais nenhuma vez por ela, só se lia um pouquinho na inspiração. Nós estamos confiantes que ela vai conseguir respirar por meios próprios em breve, talvez em alguns dias”, afirmou Martus.
Outra notícia positiva é o retorno da sensibilidade em algumas partes do corpo de Laís. “Com ela tentando a respirar, detectamos sensibilidade nos ombros, em parte do braço e nos dedos, o que significa que a sensibilidade está indo para baixo. E isso é bom”, explicou Green.
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Terapia de Transplante de Células Nervosas
Bart Green planeja solicitar autorização do governo americano para testar em Laís a nova técnica de terapia de transplante de células nervosas, que até atrásra foi aplicada apenas em pacientes paraplégicos. Essas células têm o objetivo de isolar os nervos e reconectar áreas que estavam desconectadas, buscando restaurar a capacidade de movimento do paciente. “E podemos pedir uma permissão especial para fazer uma exceção”, disse Green.
Um Centro de Tratamento de Ponta
Laís terá acesso aos mais modernos tratamentos para pacientes com trauma na medula em um centro fundado por Nico Buonovonti, ex-atleta de futebol americano que viu seu filho Mark sofrer uma lesão semelhante. Mark, que sonhava em seguir os passos do pai, ficou paraplégico após uma grave lesão jogando na faculdade.
Laís Souza sofreu uma fratura na terceira vértebra da coluna cervical durante um treino em Southlake, nos Estados Unidos, dias antes das Olimpíadas de Inverno de Sochi.
O progresso de Laís Souza demonstra a importância da pesquisa e da inovação no tratamento de lesões medulares, oferecendo esperança para pacientes e suas famílias.



