Perito destaca que a professora de pilates apresentou uma substância metabolizada que indica envenenamento progressivo
O laudo divulgado pela polícia nesta quinta-feira aponta que a professora Larissa Rodrigues foi exposta a uma ou mais doses não letais de chumbinho antes de ingerir a substância que causou sua morte. O documento pericial identificou a presença do metabólito aldicarb sulfóxido no organismo de Larissa, Laudo aponta que Larissa Rodrigues recebeu, indicando um envenenamento progressivo.
Segundo o perito, o envenenamento por chumbinho geralmente leva à morte em poucas horas, sem que o fígado tenha tempo suficiente para metabolizar o veneno a ponto de detectá-lo no sangue. A detecção do metabólito sugere exposições anteriores não letais, cujos sintomas incluem náuseas, vômitos, tontura, diarreia, arritmia e mal-estar. A estimativa do tempo da morte, baseada nos exames, é de aproximadamente 12 horas.
O professor de química da USP, Daniel Dorta, afirmou que o resultado do exame corrobora a versão do Ministério Público de que Larissa foi envenenada gradualmente. O perito reforça que a presença do aldicarb sulfóxido no sangue é incompatível com um envenenamento letal imediato, indicando que a substância foi acumulada por meio de exposições anteriores.
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Prisão preventiva e transferência: Na mesma data, Luiz Antônio Garni e Elisabeth Arrabassa tiveram suas prisões temporárias convertidas em preventivas. Eles podem ser transferidos para o presídio de Tremembé, conhecido como “presídio dos famosos”. A decisão judicial considerou a gravidade do crime, classificado como hediondo, e a frieza demonstrada após o feminicídio, como o acesso à conta bancária de Larissa e a preocupação com patrimônio e vantagens financeiras.
Investigação e acusações: De acordo com a investigação, Luiz manteve um relacionamento extraconjugal após a morte de Larissa, colocando a amante para morar no apartamento que dividia com a vítima. O Ministério Público acusa Elisabeth, mãe de Luiz, de envenenar Larissa gradualmente com chumbinho, enquanto fingia ser amiga e preocupada com a saúde da nora.
Condições de saúde e defesa: Elisabeth está atualmente na penitenciária feminina de Votorantim e apresenta problemas graves de saúde, como Parkinson, motivo pelo qual solicita prisão domiciliar. O promotor Marco Sturlin Nicolino rejeita o pedido, afirmando que não acredita em melhora do quadro de saúde que justifique a mudança da prisão.
Os advogados de Luiz e Elisabeth afirmaram que seus clientes são inocentes e contestam a prisão preventiva, com pedidos de liberdade em andamento.
Informações adicionais
Não foram divulgados detalhes sobre o andamento do processo judicial nem sobre a data prevista para as próximas audiências.



